Aqui você encontra em notas as últimas e mais importantes notícias semanais do agronegócio nacional e internacional
Reforma agrária ganha novo território produtivo na capital paulista
O governo federal anunciou a desapropriação, por interesse social, da Fazenda Itahyê, situada no Bairro Colinas de Anhanguera, município de Santana do Parnaíba, a 30 minutos de São Paulo, como parte do Programa Terra da Gente, política voltada à ampliação do acesso à terra e ao fortalecimento da reforma agrária. Com cerca de 115,68 hectares, a propriedade é ocupada desde 2002 pelo Acampamento Comuna da Terra Irmã Alberta, que será oficialmente reconhecido durante cerimônia no Território Cultural Okaracy, Rua Leonel Martiniano, 50, Chácara Maria Trindade, Perus, São Paulo, SP. A iniciativa também contempla a agricultura familiar, a produção agroecológica e ações associadas à segurança alimentar e à preservação ambiental. Segundo as informações divulgadas, as famílias instaladas na área produzem alimentos destinados, inclusive, a bancos de alimentos da capital paulista. A medida evidencia a dimensão produtiva, social e ambiental atribuída ao uso da terra e insere a área no debate sobre reforma agrária, produção de alimentos e gestão sustentável de territórios rurais próximos a grandes centros urbanos e políticas públicas de desenvolvimento rural sustentável.
Edital abre seleção para recuperar áreas degradadas da caatinga
O Edital Recaatingar abriu seleção para projetos de recuperação socioprodutiva de áreas degradadas da Caatinga, com R$ 60 milhões destinados a municípios prioritários de nove estados. A iniciativa reúne BNDES, Banco do Nordeste (BNB) e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com R$ 30 milhões de cada instituição. O programa prioriza territórios vulneráveis à seca e à desertificação, apoiando ações que integrem restauração ambiental, produção sustentável, conservação hídrica, segurança alimentar e geração de renda. Entre as frentes elegíveis estão sistemas agroflorestais, manejo sustentável do solo, agroecologia, recuperação de nascentes, produção de sementes e mudas, assistência técnica e prevenção de incêndios. Podem participar entidades públicas e organizações privadas sem fins lucrativos, mediante contrapartida mínima de 5%. O primeiro ciclo recebe propostas até 10 de agosto, enquanto o segundo ocorrerá entre outubro e dezembro de 2026. A chamada integra o Floresta Viva 2.

Catarina neste ano e morcego hematófago (Desmodus rotundus)
é o principal transmissor da doença
SC já tem 27 mortes pela aiva bovina em 2026
Santa Catarina contabiliza 27 mortes por raiva bovina em 2026 após a confirmação de um novo caso em uma propriedade rural de Itapiranga, no oeste do estado. Segundo a Cidasc, o foco está na mesma área onde outra ocorrência havia sido registrada em julho, elevando a preocupação sanitária entre os produtores. Transmitida principalmente pelo morcego hematófago (Desmodus rotundus), a enfermidade viral compromete o sistema nervoso central, não possui tratamento curativo e também pode atingir equinos, ovinos, caprinos, suínos, animais silvestres e seres humanos. Diante desse cenário, a vacinação do rebanho permanece como principal estratégia preventiva. A vigilância sobre possíveis abrigos de morcegos e a comunicação imediata de suspeitas às autoridades também são medidas essenciais. Alterações comportamentais, salivação excessiva, perda de coordenação, fraqueza e dificuldade para se levantar estão entre os sinais de alerta. Para a pecuária catarinense, o controle da doença exige vigilância epidemiológica e prevenção contínua.
China investirá em armazéns de fertilizantes no país
A China prepara uma ampla expansão da infraestrutura de armazenagem e distribuição de fertilizantes até 2030, em uma estratégia vinculada à segurança alimentar e à modernização da agricultura. O plano prevê a construção ou renovação de cerca de 100 depósitos estratégicos nacionais e aproximadamente mil centros de distribuição nos principais polos produtores de grãos. Somente em 2026, a meta contempla 20 depósitos, mais de 200 centros de distribuição e 200 centros de serviços agrícolas. A iniciativa busca tornar o fluxo de insumos agrícolas mais eficiente e ampliar serviços de secagem e armazenagem, reduzindo perdas no pós-colheita. Aprovado pela Federação de Cooperativas de Abastecimento e Comercialização da China, o programa reúne 18 tarefas prioritárias para 2026 a 2030, associadas à segurança alimentar e revitalização rural. O movimento evidencia a importância estratégica atribuída pelo país à logística de fertilizantes, à organização das cadeias agrícolas e à capacidade de resposta da produção diante de riscos de abastecimento.
Tratores chineses 40% mais baratos ameaçam indústria no Brasil
A indústria brasileira de máquinas agrícolas enfrenta pressão competitiva com o avanço das fabricantes chinesas, que responderam por 67% das importações de tratores no primeiro semestre de 2026. Com equipamentos até 40% mais baratos, as empresas asiáticas ampliam sua presença apoiadas em escala produtiva, custos menores e estratégias que combinam venda, financiamento e distribuição. O movimento avança para a produção local: a YTO anunciou uma fábrica em Caruaru (PE), enquanto projetos preveem investimentos relevantes e ampliação da capacidade industrial. Para o produtor, a oferta pode reduzir custos de aquisição e ampliar alternativas de mecanização. Para a indústria no país, o cenário exige ganhos de competitividade, tecnologia, pós-venda e eficiência financeira. A expansão para colhedoras de grãos e algodão indica que a disputa tende a alcançar segmentos. Nesse ambiente, políticas industriais, crédito e inovação passam a ter peso estratégico na definição do futuro da indústria brasileira de máquinas agrícolas.

de Alagoas e revela potencial da piscicultura nacional
Pescador captura pirarucu de 77 kg
Um pirarucu (Arapaima gigas) de 77 quilos foi capturado em um açude de Rio Largo, na Grande Maceió (AL), chamando atenção pelo porte e pela presença de uma espécie amazônica em ambiente de criação. Embora associado aos ecossistemas da Amazônia, o pirarucu também apresenta potencial na piscicultura brasileira, podendo ser manejado em açudes, viveiros e sistemas produtivos adequados. Entre suas características biológicas está a capacidade de captar oxigênio diretamente do ar, além da respiração pelas brânquias, o que exige subidas periódicas à superfície. Considerado um dos maiores peixes de água doce do mundo, o animal também possui relevância econômica pela qualidade de sua carne, com poucas espinhas e boa aceitação comercial. O registro em Alagoas evidencia a adaptação da espécie e o interesse crescente pela piscicultura de espécies nativas, segmento associado à diversificação da produção aquícola e ao mercado de pescado de maior valor, sob condições adequadas.
Programa Amazônia+10 destina recursos à inovação nas cadeias produtivas amazônicas
A Iniciativa Amazônia+10 lançou a primeira chamada do Programa Desafios da Amazônia, com R$ 107 milhões para pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados às cadeias da sociobioeconomia amazônica. A iniciativa reúne o Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, o Confap e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, com apoio do BID e da Embaixada da França. Serão selecionados de nove a 12 projetos, com duração de até 36 meses e financiamento de até R$ 10 milhões por proposta, considerando recursos do Fundo Amazônia e contrapartidas estaduais. As redes participantes deverão reunir instituições de ciência e tecnologia e organizações socioprodutivas, podendo incluir órgãos públicos e entidades parceiras. O programa prioriza soluções para as cadeias de açaí, castanha, cacau, babaçu e recursos pesqueiros, incluindo equipamentos, infraestrutura e capacitação. A proposta busca aproximar ciência e produção, valorizar conhecimentos tradicionais e gerar inovação alinhada às necessidades dos territórios amazônicos. A submissão de pré-propostas poderá ser feita até 1º de setembro e das finais, até 8 de dezembro, por meio da plataforma SIGConfap.
Lula sanciona MP do Frete e veta anistia a caminhoneiros
O presidente Lula sancionou a MP do Frete (Medida Provisória nº 1.343/2026), convertida na Lei nº 15.485, de 05 de agosto de 2026 com novas regras para o transporte rodoviário de cargas e mecanismos voltados ao cumprimento do piso mínimo do frete. A medida também recebeu veto ao dispositivo que previa anistia a caminhoneiros envolvidos em manifestações ocorridas após a eleição presidencial. Para o setor agropecuário, que depende fortemente do transporte rodoviário para movimentar insumos, grãos, carnes e demais produtos, a aplicação das novas regras terá reflexos sobre custos logísticos, formação de preços e competitividade. O governo defende maior fiscalização para assegurar o cumprimento das normas e reduzir conflitos nas relações entre transportadores e contratantes. A legislação também aborda demandas relacionadas ao acesso a crédito para caminhões e equipamentos. Sancionada após pressão da categoria e indicativo de paralisação, a medida coloca fiscalização, previsibilidade contratual e equilíbrio econômico no centro das discussões sobre logística e transporte no agronegócio.

alimentos em áreas urbanas, tecnologia que integra criação
de peixes e cultivo de plantas em sistema de recirculação
Instituto de Pesca pesquisa aquaponia para ampliar produção urbana de alimentos
A aquaponia começa a ganhar espaço nas pesquisas voltadas à produção de alimentos em áreas urbanas, combinando criação de peixes e cultivo de plantas em um sistema integrado de recirculação de água. Em São Paulo, o Instituto de Pesca, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, desenvolve estudos no Serviço Regional de Pesquisa de Pirassununga por meio do projeto Aquacapacita, integrante do Aquaintegra, financiado pela Fapesp. A tecnologia pode reduzir significativamente o consumo hídrico e a necessidade de insumos externos, ao aproveitar nutrientes provenientes do metabolismo dos peixes para o desenvolvimento vegetal. Em sistemas fechados, a recirculação também reduz a geração de efluentes. O modelo, porém, exige controle rigoroso de pH, temperatura, oxigênio e qualidade da água, além de investimentos em energia, equipamentos e mão de obra especializada. Nesse contexto, sensores IoT, inteligência artificial e fontes renováveis de energia podem ampliar a eficiência operacional. Para a agricultura urbana, a integração entre aquicultura e produção vegetal abre possibilidades para sistemas compactos, produtivos e próximos aos mercados consumidores.
Copom corta Selic para 14%
O Copom reduziu a Selic para 14% ao ano, em corte de 0,25 ponto percentual, mas manteve o balanço de riscos assimétrico para a inflação, sinalizando cautela na condução da política monetária. Para o agronegócio, a decisão ocorre em um ambiente no qual juros ainda elevados condicionam o custo do crédito, o financiamento de máquinas, custeio e investimentos produtivos. Entre os riscos de alta, o Banco Central destacou expectativas inflacionárias desancoradas, pressão sobre petróleo e derivados, efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia, além da persistência da inflação de serviços. Também permanecem no radar possíveis efeitos cambiais e estímulos à demanda. No sentido contrário, desaceleração mais intensa da economia brasileira e global, choques comerciais, petróleo mais barato e queda das commodities podem contribuir para menor pressão inflacionária. O cenário mantém a política monetária em posição restritiva, com efeitos relevantes sobre crédito rural, custos financeiros e decisões de investimento no campo.
Mercosul-UE: novas regras colocam R$ 9,2 bilhões em carnes sob pressão
Três meses após o início da aplicação do acordo Mercosul-União Europeia, o agronegócio brasileiro enfrenta um paradoxo: enquanto a abertura do mercado europeu promete reduzir tarifas, novas exigências sanitárias podem restringir, a partir de 3 de setembro, as exportações de carnes. A medida decorre das regras europeias sobre uso de determinados antimicrobianos e exige garantias documentais, controles oficiais e rastreabilidade capazes de comprovar a conformidade dos produtos. Em 2025, o bloco importou cerca de R$ 9,2 bilhões em proteínas animais brasileiras, dos quais aproximadamente R$ 5,3 bilhões corresponderam à carne bovina, segundo estimativas divulgadas pelo setor. Embora a decisão não indique contaminação da produção brasileira, ela eleva o nível de exigência sobre os sistemas de controle ao longo da cadeia. O Mapa busca demonstrar à Comissão Europeia a capacidade brasileira de fiscalização, enquanto frigoríficos, cooperativas e produtores precisam ampliar registros, segregação de lotes e controle sobre medicamentos veterinários. Na pecuária bovina, a rastreabilidade desde o nascimento torna a adaptação mais complexa e pode exigir longo período de transição. Na avicultura, ciclos produtivos mais curtos permitem ajustes operacionais rápidos, mas demandam documentação auditável. Para o produtor, o cenário pode elevar custos de conformidade e ampliar a necessidade de assistência técnica. A discussão alcança requisitos ambientais, origem e rastreabilidade. Assim, o acesso europeu passa a depender não apenas de tarifas, mas da capacidade de comprovar conformidade sanitária, transparência e controle da cadeia produtiva, fatores que terão peso nas decisões de investimento, certificação e comercialização das proteínas.

Swingman TE se consagra bicampeã no Agroleite 2026,
confirmando excelência genética em pista
Bicampeã da Holandesa Vermelho e Branca é destaque no Agroleite 2026
A Holandesa Vermelho e Branca voltou a ganhar destaque no Agroleite 2026, em Castro, PR, com a conquista do bicampeonato por CONSTENTATION JASMIN SWINGMAN TE, de João Cornelio Los, criador Alessandro Dekkers. O animal repetiu o resultado de 2025 e confirmou sua posição entre os exemplares de maior evidência da raça na principal vitrine da pecuária leiteira brasileira. A Reservada Grande Campeã foi BRONKHORST ROYAL 689 REDEYE RED TE, de Korstiaan Bronkhorst, enquanto KLAAS ESTRELA 3356, da Agropecuária Salomons, ficou em terceiro lugar. O julgamento reuniu animais de diferentes estados e evidenciou a evolução dos programas de melhoramento genético, aspecto estratégico para produtividade, eficiência e rentabilidade dos sistemas leiteiros. Para os criadores, além do reconhecimento em pista, a participação no Agroleite amplia a visibilidade dos rebanhos e valoriza características produtivas e funcionais que orientam decisões de seleção e investimento na atividade leiteira nacional.
Marrocos zera tarifas de importação para carnes brasileiras
O Marrocos zerou temporariamente as tarifas de importação sobre ovinos vivos e carnes bovina, ovina, caprina e de camelo, criando uma janela comercial relevante para exportadores brasileiros até 31 de dezembro de 2026. A medida entrou em vigor em 27 de julho e busca ampliar a oferta doméstica de proteína animal diante da redução da produção pecuária local. O censo de 2025 apontou queda de aproximadamente 30% no rebanho bovino marroquino, em um cenário marcado por secas prolongadas e custos elevados de alimentação. Com menor disponibilidade interna, o país amplia a dependência de fornecedores internacionais, favorecendo origens com capacidade exportadora, como o Brasil. Para a pecuária nacional, a suspensão tarifária pode melhorar a competitividade da carne brasileira, ampliar mercados e diversificar destinos das exportações. O movimento também reforça a relevância da abertura comercial para o agronegócio, ao criar oportunidades em mercados com déficit de oferta e demanda crescente por carnes.
Malásia e em Cuba abrem mercados para produtos brasileiros
Malásia e Cuba abriram novos mercados para produtos agropecuários brasileiros, ampliando as alternativas de exportação e a diversificação dos destinos comerciais do país. Na Malásia, um protocolo sanitário passou a autorizar a venda de miúdos bovinos brasileiros, mediante requisitos específicos de saúde animal e segurança dos alimentos. A medida cria espaço adicional para frigoríficos nacionais em um mercado asiático com demanda por proteínas e derivados de origem animal. Em Cuba, a autorização contempla o limão-taiti brasileiro, abrindo uma nova frente comercial para a fruticultura nacional. Além de ampliar as possibilidades para produtores e empresas exportadoras, os acordos evidenciam a importância da cooperação sanitária internacional na conquista de mercados. A estratégia de diversificação reduz a dependência de destinos concentrados e amplia a capacidade de inserção de diferentes cadeias produtivas no comércio global. Para o agronegócio brasileiro, novas habilitações representam oportunidades de agregação de valor, expansão comercial e maior alcance internacional para carnes, frutas e outros produtos agropecuários.

a áreas recreativas em parque estadual de Maryland e vigilância da
fauna silvestre busca identificar possível circulação do vírus da raiva
Ataques de castores raivosos fecha parcialmente parque nos EUA
O Parque Estadual de Cunningham Falls, em Maryland, nos Estados Unidos, restringiu parcialmente o acesso após dois ataques de castores (Castor canadensis) a visitantes nas últimas semanas. Em um dos episódios, um homem que pescava em um lago foi mordido por um animal posteriormente capturado e diagnosticado com raiva. Dias antes, um adolescente de 13 anos também havia sido atacado nas proximidades. Diante das ocorrências, as autoridades fecharam temporariamente uma área recreativa e setores adjacentes enquanto equipes especializadas investigam a possibilidade de circulação do vírus entre os castores da região. A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central e pode atingir mamíferos, incluindo seres humanos, exigindo resposta sanitária imediata diante de exposições suspeitas. O episódio evidencia a importância da vigilância epidemiológica da fauna silvestre, especialmente em áreas de lazer com interação frequente entre pessoas e animais. A restrição preventiva busca reduzir novos contatos e permitir a avaliação da situação pelas autoridades ambientais e de saúde.
Açaí da Amazônia garante contrato de cinco anos com comprador chinês
A cooperativa Amazonbai, formada por produtores agroextrativistas do Bailique e do Beira Amazonas, assinou contrato de cinco anos para fornecer 15 mil toneladas de açaí à China, com entregas previstas até 2031. O acordo estabelece média de aproximadamente 3 mil toneladas anuais e assegura mercado para a produção da cooperativa, sem representar a comercialização de toda a safra do Amapá. Para os produtores, a previsibilidade contratual permite organizar colheita, processamento e logística com maior antecedência, reduzindo a exposição às oscilações de preços durante a safra. O negócio foi articulado durante a Sial China 2026, em Xangai, com participação brasileira ampliada na feira. A presença da Amazonbai contou com apoio do Programa Rotas de Integração Nacional, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que destinou recursos para levar cooperativas ao evento. O caso evidencia como acesso a mercados internacionais, organização produtiva e promoção comercial podem ampliar o valor econômico da sociobiodiversidade amazônica.
Quem pode receber a “Bolsa pirarucu”?
O PSA Pirarucu, programa de Pagamentos por Serviços Ambientais da Sociobiodiversidade, começa a receber documentos para remunerar organizações e trabalhadores envolvidos no manejo comunitário do pirarucu (Arapaima gigas) no Amazonas. Podem participar associações, cooperativas, colônias de pescadores e manejadores e manejadoras habilitados na Chamada Pública nº 01/2026, desde que mantenham cadastro ativo no Sican, da Conab, e apresentem a documentação exigida até 30 de setembro pelo sistema SociobioNet. A iniciativa reconhece cinco frentes de trabalho: planejamento participativo, zoneamento de ambientes aquáticos, contagem e monitoramento dos estoques, vigilância comunitária e pesca controlada com comercialização formal. O modelo estabelece limite de captura de até 30% dos pirarucus adultos por comunidade, contribuindo para a conservação dos estoques naturais e dos ecossistemas aquáticos. Desenvolvido inicialmente na Reserva Mamirauá, o manejo comunitário transformou uma atividade associada à pressão sobre a espécie em referência de conservação com geração de renda. Atualmente, a metodologia envolve mais de 1.300 famílias em 25 municípios e 32 áreas. Coordenado por MMA, Conab, Ibama e PNUD, o programa integra o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia e reconhece o papel de comunidades tradicionais, povos indígenas, pescadores e agricultores familiares na conservação da biodiversidade amazônica. Faça o download da Cartilha – Sociobionet CLICANDO AQUI.