Manchetes da semana – 27-06 a 03-07-2027

Para evitar prejuízos ainda maiores, controle de javalis torna-se prioridade

Brasil precisa ampliar o controle de javalis para evitar prejuízos à agropecuária e à sanidade animal. Considerados uma das espécies exóticas invasoras mais agressivas do mundo, os javalis (Sus scrofa) apresentam crescimento populacional acelerado, com estimativa de cerca de 3 mil nascimentos diários, tornando inviável sua erradicação no país. Especialistas indicam que seria necessário o abate de mais de 1,25 milhão de animais apenas para conter a expansão da população. A espécie provoca elevados prejuízos econômicos, ambientais e sanitários, destruindo lavouras, cercas, nascentes e áreas de preservação, além de comprometer culturas como milho, soja, trigo, arroz e sorgo. O problema também amplia os riscos à biosseguridade da pecuária brasileira, já que os javalis podem atuar como reservatórios de enfermidades como peste suína clássica, leptospirose, tuberculose bovina e brucelose, elevando a preocupação em estados com forte produção animal e vocação exportadora. Diante desse cenário, o manejo populacional tornou-se uma medida estratégica para reduzir perdas no campo, preservar os ecossistemas e minimizar riscos à produção agropecuária nacional.

Eventos climáticos extremos colocam agropecuária europeia sob pressão e amplia perdas no campo

A intensa onda de calor na europa evidencia os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a produção agropecuária, colocando a França em situação crítica. Com temperaturas superiores a 44°C, granjas registram mortalidade elevada de aves, queda na produção de leite e aumento do risco de incêndios em áreas agrícolas. Em um dos casos mais severos, um produtor perdeu metade de um plantel de 17.500 galinhas em apenas um dia, enquanto outras regiões contabilizam centenas de milhares de aves mortas. Na pecuária leiteira, o estresse térmico reduziu a produção entre 15% e 20%, com perdas médias de 4 a 5 litros de leite por vaca ao dia, resultado da menor ingestão de alimento e do maior consumo de água. O cenário reforça a necessidade de investimentos em gestão climática, bem-estar animal e sistemas de resfriamento, essenciais para reduzir perdas produtivas e preservar a sustentabilidade das cadeias agropecuárias diante da crescente frequência de eventos climáticos extremos.

Pescadores familiares passam a integrar programa oficial de crédito com o Pronaf Azul que amplia acesso ao crédito para pesca e aquicultura
Pescadores familiares passam a integrar programa
oficial de crédito com o Pronaf Azul que amplia
acesso ao crédito para pesca e aquicultura

Pescadores artesanais passam a contar com nova linha de crédito rural

O Ministério do Desenvolvimento Agrário lançou o Pronaf Azul, ampliando o acesso ao crédito rural para pescadores artesanais e aquicultores familiares. A iniciativa oferece financiamento para custeio, investimentos, modernização da infraestrutura e produção aquícola. No Pronaf B, os limites chegam a R$ 12 mil por família, R$ 15 mil para mulheres e R$ 16 mil para jovens, com juros de 0,5% ao ano, prazo de até três anos para pagamento e bônus de adimplência entre 25% e 40%. Para investimentos, a linha Mais Alimentos disponibiliza até R$ 250 mil, com juros de 2% ao ano e prazo de até dez anos para quitação. A medida amplia as oportunidades de acesso ao financiamento oficial, estimulando a modernização das atividades pesqueiras e da aquicultura familiar no Brasil.

Gel experimental permite que suínos paralisados voltem a caminhar

Um estudo publicado na revista científica PLOS One revelou um avanço relevante na medicina regenerativa ao demonstrar que três suínos com lesão completa da medula espinhal recuperaram a capacidade de caminhar após receberem um gel experimental desenvolvido para reconectar fibras nervosas. A pesquisa, conduzida pelo Instituto Sklifosovsky de Medicina de Emergência, em Moscou, utilizou uma formulação à base de polietilenoglicol (PEG) e quitosana, destinada a restaurar a comunicação entre neurônios logo após a lesão. Os animais tratados apresentaram retorno parcial da sensibilidade em 48 horas, recuperação do controle da bexiga em cinco dias e voltaram a andar cerca de 60 dias após o procedimento, enquanto o grupo de controle não registrou melhora neurológica significativa. Embora os resultados ainda estejam restritos a modelos animais e dependam de novas pesquisas antes de qualquer aplicação clínica em humanos, o experimento amplia as perspectivas para o desenvolvimento de terapias voltadas ao tratamento de paralisia, trauma medular e reconstrução neural, utilizando suínos como modelos biológicos pela elevada semelhança anatômica e fisiológica com os seres humanos.

Exigências regulatórias da UE podem embarreirar pequenos cafeicultores

A entrada em vigor do Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) deverá ampliar os desafios para produtores familiares e cooperativas da cafeicultura brasileira, especialmente na comprovação da rastreabilidade das áreas de produção. Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) indica que a exigência de comprovar a ausência de desmatamento após 2020 poderá elevar custos e dificultar o acesso ao mercado europeu para pequenos produtores, que frequentemente enfrentam limitações técnicas e de regularização fundiária. Em 2024, a União Europeia respondeu por 51,2% das exportações brasileiras de café, tornando o bloco um destino estratégico para o setor. O regulamento será implementado de forma gradual, com início para médios e grandes produtores no fim de 2026 e para micro e pequenos em junho de 2027. O estudo também aponta que a nova regulamentação poderá favorecer empresas com maior capacidade de atender às exigências de rastreabilidade, além de ampliar a concorrência de países classificados como de baixo risco ambiental, como o Vietnã.

Brasil amplia reconhecimento da vitivinicultura no International Wine Challenge 2026 com premiações que evidenciam avanço da qualidade dos vinhos brasileiros
Brasil amplia reconhecimento da vitivinicultura no
International Wine Challenge 2026 com premiações que
evidenciam avanço da qualidade dos vinhos brasileiros

Vinhos brasileiros conquistam 22 medalhas e ganham destaque em concurso internacional

Os vinhos brasileiros conquistaram 22 premiações no International Wine Challenge (IWC) 2026, realizado em Londres, resultado que evidencia a evolução técnica da vitivinicultura brasileira em um dos concursos mais prestigiados do setor. O desempenho incluiu cinco medalhas de prata, 13 de bronze e quatro menções honrosas, em uma competição que reuniu produtores de 39 países e registrou crescimento de 7% no número de amostras inscritas. As avaliações foram realizadas às cegas por especialistas internacionais, seguindo rigorosos critérios técnicos. O reconhecimento reflete investimentos contínuos em tecnologia, manejo de vinhedos, qualificação enológica e valorização dos terroirs brasileiros, ampliando a competitividade da produção nacional no mercado global. A participação brasileira foi coordenada pela Associação Brasileira de Enologia, que atua na promoção de vinhos e espumantes em competições internacionais, contribuindo para ampliar a visibilidade e a credibilidade dos rótulos nacionais junto aos consumidores e compradores do exterior.

Pesquisadores da Amazônia sequenciam o genoma do açaí

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Embrapa Amazônia Oriental realizaram o primeiro sequenciamento do genoma do açaí (Euterpe oleracea), avanço científico que amplia as perspectivas para o melhoramento genético da cultura e para a bioeconomia amazônica. Publicado na revista científica Genome, o estudo identificou genes associados à produtividade, resistência a doenças, teor de antocianinas e coloração dos frutos, permitindo acelerar a seleção de materiais superiores por meio de marcadores genéticos, reduzindo o tempo necessário para identificar características agronômicas de interesse. A pesquisa também esclareceu os mecanismos genéticos responsáveis pelas diferenças entre o açaí roxo e o açaí branco, além de criar bases para o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao cultivo em terra firme. O mapeamento genômico ainda abre oportunidades para a criação de rotas biotecnológicas voltadas à produção de antioxidantes, corantes naturais e outros compostos de interesse para as indústrias farmacêutica, cosmética e de alimentos, ampliando o potencial econômico e tecnológico de uma das espécies mais relevantes da Amazônia.

Investigação expõe dúvidas sobre certificação de madeira da amazônia exportada à europa

Uma investigação da organização britânica Earthsight aponta que madeira da amazônia brasileira com suspeitas de irregularidades chegou ao mercado europeu, levantando questionamentos sobre a eficiência dos sistemas de certificação florestal e da rastreabilidade da madeira. Segundo o relatório, produtos provenientes da empresa Samise Indústria, Comércio e Exportação Ltda., com histórico de autuações, sanções e condenação no Pará teriam sido utilizados em projetos de infraestrutura e paisagismo na europa, mesmo após registros de suspeitas envolvendo identificação de toras, transporte durante períodos de suspensão operacional e comercialização da produção. O estudo também destaca que a empresa manteve certificação florestal por vários anos antes do cancelamento definitivo, ampliando o debate sobre os mecanismos de auditoria e controle adotados no comércio internacional. A análise ainda aponta limitações do antigo regulamento europeu para madeira e ressalta que a expansão das concessões florestais no Brasil exigirá sistemas mais eficientes de monitoramento, transparência e fiscalização para assegurar a legalidade da cadeia produtiva, preservar a Floresta Amazônica e ampliar a confiança dos mercados internacionais na origem dos produtos florestais brasileiros.

Serena alcançou novo recorde mundial de produção leiteira combinando genética e manejo que marcaram o desempenho do animal
Serena alcançou novo recorde mundial de
produção leiteira combinando genética e manejo
que marcaram o desempenho do animal

Búfala Serena supera recorde mundial na Expass Agro 2026

A búfala Serena, da Fazenda Búfalas da Mantiqueira, de propriedade do produtor Thiago Quirino Mansfeld, em Piquete, SP, estabeleceu um novo recorde mundial de produção de leite bubalino durante a Expass Agro 2026, em Passos, MG, ao alcançar 40,250 quilos de leite em duas ordenhas, superando a marca de 39,820 quilos registrada pelo mesmo criador em 2024. O resultado evidencia a importância da combinação entre genética, nutrição de precisão e manejo zootécnico para maximizar o desempenho produtivo de animais de alto potencial. Segundo o criador, o acompanhamento técnico e a condução adequada da rotina de ordenha foram determinantes para expressar a capacidade produtiva da búfala, reforçando o papel do planejamento e da seleção genética na evolução da bubalinocultura leiteira brasileira.

Portarias ampliam ações para gestão climática e etanol de milho

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou duas portarias voltadas à gestão de riscos climáticos e à padronização de coprodutos da biorrefinaria de milho destinados à alimentação animal. A primeira institui um grupo de trabalho, formado por representantes do Mapa, Inmet e Embrapa, responsável por avaliar os impactos do El Niño sobre cadeias produtivas como soja, milho, trigo, feijão, café, cana-de-açúcar e mandioca, além de propor medidas de mitigação e adaptação. A segunda estabelece, pela primeira vez, o padrão oficial de identidade e qualidade para produtos como o DDG, coproduto da produção de etanol de milho, definindo critérios de classificação, qualidade e rotulagem. A regulamentação amplia a segurança jurídica, a transparência e a previsibilidade para produtores, indústrias e compradores, além de aprimorar os mecanismos de fiscalização e contribuir para a competitividade da cadeia do etanol de milho e da nutrição animal no Brasil.

Requeijão moreno artesanal ganha regulamentação e acesso ao mercado nacional

O Governo de Minas Gerais oficializou o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) do Requeijão Moreno Artesanal, estabelecendo critérios para produção, boas práticas de fabricação e requisitos de segurança sanitária, sem descaracterizar o processo tradicional. Elaborada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) com participação do setor produtivo, a norma permite que o produto seja comercializado em todo o território nacional, ampliando oportunidades de mercado e incentivando a formalização dos produtores. Tradicional na cultura alimentar mineira, especialmente no norte de Minas, o Requeijão Moreno Artesanal possui expressiva relevância econômica, com destaque para polos produtores como Montes Claros, Serra Geral do Norte de Minas, Almenara e Salinas. A regulamentação representa um marco para a valorização da produção artesanal, assegurando padronização, qualidade, rastreabilidade e segurança dos alimentos, além de contribuir para a preservação de um patrimônio gastronômico regional e para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva.

Azeite Sabiá conquista reconhecimento entre os melhores do mundo, destacando excelência da olivicultura nacional
Azeite Sabiá conquista reconhecimento entre os melhores
do mundo, destacando excelência da olivicultura nacional

Azeite brasileiro é destaque internacional com prêmio na Itália

O Azeite Sabiá conquistou o principal reconhecimento destinado ao Hemisfério Sul no EVO International Olive Oil Contest (EVO IOOC) 2026, realizado na Itália, ao ser premiado com o azeite extravirgem Coratina. A competição reuniu 786 amostras de 32 países, incluindo 115 brasileiras, consolidando-se entre as mais relevantes do setor olivícola mundial. Além do prêmio máximo, a marca recebeu quatro medalhas de ouro com as variedades Coratina, Picual, Koroneiki e o Blend de Terroir, evidenciando a consistência de seu processo produtivo, baseado em colheita no ponto ideal, processamento rápido e rigoroso controle de qualidade. O desempenho internacional reforça a presença do Brasil entre os produtores de azeites extravirgens premium e amplia a visibilidade da olivicultura nacional. A marca também figura, pelo segundo ano consecutivo, entre os finalistas do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026 – Azeite de Oliva, na categoria Blend, consolidando sua trajetória de reconhecimento em competições nacionais e internacionais.

Amazônia Viva seleciona 40 projetos para fortalecer cadeias produtivas da sociobiodiversidade

O BNDES e a Conab selecionaram 40 projetos do edital Amazônia Viva, destinando R$ 78,2 milhões para ampliar a produção sustentável na Amazônia Legal. As iniciativas contemplam povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, extrativistas, pescadores, quilombolas, cooperativas e associações dos nove estados da região, com foco na superação de desafios relacionados à logística, beneficiamento, armazenamento, adequação sanitária e acesso a mercados. Financiada pelo Fundo Amazônia, a ação integra o projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva e busca estruturar cadeias produtivas da sociobiodiversidade, ampliar a comercialização e ampliar a integração com programas públicos, como PAA, PNAE e SocioBio Mais. O investimento total da iniciativa alcança R$ 96,6 milhões, incluindo recursos destinados à gestão de dados e ao aperfeiçoamento da atuação da Conab na região, contribuindo para maior eficiência das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável amazônico.

*Governo prepara Desenrola dos Agricultores para renegociar dívidas após perdas no ampo

O governo federal estuda criar um programa de renegociação de dívidas para produtores rurais, o que poderia ser chamado de “Desenrola dos Agricultores”, voltado a produtores afetados por quebras de safra provocadas por eventos climáticos, especialmente na região sul. A proposta está em discussão entre a equipe econômica e o Congresso Nacional e prevê critérios para direcionar os benefícios exclusivamente aos produtores em situação de dificuldade financeira, preservando o equilíbrio do sistema bancário e das contas públicas. O modelo em análise não depende de receitas provenientes da tributação sobre a exportação de petróleo e integra uma estratégia para ampliar a capacidade de recuperação financeira do setor agropecuário diante das perdas acumuladas nos últimos anos. A definição das regras deverá estabelecer o alcance da medida e os mecanismos para viabilizar a renegociação de passivos no agronegócio brasileiro.

Queijo maturado superou tradicionais produtores internacionais e confirma Minas Gerais na liderança internacional com o melhor queijo da ExpoQueijo Brasil
Queijo maturado superou tradicionais produtores
internacionais e confirma Minas Gerais na liderança
internacional com o melhor queijo da ExpoQueijo Brasil

Queijo mineiro conquista o Super Ouro da ExpoQueijo Brasil

Minas Gerais reafirmou sua posição de destaque na produção de queijos artesanais ao conquistar o troféu Super Ouro da ExpoQueijo Brasil – Araxá International Cheese Awards 2026 com o Queijo Maranata Ouro, produzido pelo Rancho Maranata, em Virgínia, no sul do estado. A premiação representa o segundo título consecutivo de um queijo mineiro na principal categoria da competição internacional, que reuniu cerca de 1,1 mil produtos de 19 países. Elaborado com leite cru e maturação superior a 180 dias, o queijo superou tradicionais produtores europeus e consolidou uma trajetória de aperfeiçoamento iniciada em 2022. Minas Gerais também liderou o quadro geral de medalhas, somando 23 ouros, 21 pratas e 21 bronzes entre as 47 categorias. Reconhecido como um selo internacional de excelência, o Super Ouro insere o produto na galeria histórica da ExpoQueijo Brasil, consolidando a qualidade, a tradição e a competitividade dos queijos artesanais brasileiros no mercado internacional.

OIT alerta que informalidade ainda compromete segurança e direitos no trabalho rural

A informalidade no trabalho rural permanece como um dos principais desafios para a agropecuária brasileira, comprometendo a proteção social, a segurança ocupacional e o acesso aos direitos trabalhistas, segundo avaliação da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O cenário afeta especialmente os trabalhadores temporários, como os safristas, empregados em atividades sazonais de culturas como café e fruticultura. A OIT destaca que a formalização reduz a exposição a acidentes, riscos climáticos e condições precárias de trabalho, além de ampliar o acesso à proteção previdenciária. A entidade também avalia que o receio de perder o Bolsa Família ao assinar a carteira está mais relacionado à falta de informação do que às regras vigentes, que garantem a manutenção parcial do benefício por até 18 meses para famílias enquadradas na regra de proteção, desde que respeitados os critérios de renda. O tema também mobiliza o Congresso Nacional, que debate medidas para ampliar a formalização sem comprometer a assistência social. Para a OIT, o avanço da formalização no campo depende da disseminação de informações, da segurança jurídica e de políticas públicas que conciliem geração de emprego, proteção social e desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.

La Dolfina da Gap São Pedro conquista a maior Marcha de Resistência já realizada

A 24ª Marcha Anual de Resistência do Cavalo Crioulo, realizada em Bagé, RS, entrou para a história ao registrar o maior número de concluintes da competição, com 49 dos 80 conjuntos inscritos completando os 750 quilômetros do percurso. O título ficou com a égua La Dolfina da Gap São Pedro, conduzida pelo ginete Gonzalo Bonetti, que concluiu a prova em 66h37min35s, além de vencer a categoria Éguas Maiores de Sete Anos. Criada na Cabanha Ichú, em Santa Vitória do Palmar, RS, a égua confirmou sua evolução nas provas de resistência após alcançar o terceiro lugar na edição de 2025. O segundo lugar foi conquistado pela uruguaia Milonga Del Metejon, montada por Afonso Araújo, seguida por Mazangano Delantera, com Rodrigo Marques Ignácio Gonçalves. A competição também homenageou o médico-veterinário e criador Paulo Gomes Moglia por sua contribuição ao desenvolvimento da raça. O resultado consolida a Marcha Anual de Resistência como uma das mais importantes avaliações de resistência, preparo físico, funcionalidade e desempenho do Cavalo Crioulo, reforçando a relevância da seleção genética e do manejo na evolução da raça.

Projeto piloto prepara pecuária gaúcha para exigências nacionais de rastreabilidade, modernizando o controle individual de bovinos e búfalos
Projeto piloto prepara pecuária gaúcha para
exigências nacionais de rastreabilidade, modernizando
o controle individual de bovinos e búfalos

Rio Grande do Sul apresenta avanço da rastreabilidade individual de bovinos e búfalos

O Rio Grande do Sul avança na implantação da identificação individual obrigatória de bovinos e búfalos, iniciativa coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) como parte do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB). Desde 2024, o projeto piloto acompanha 36 propriedades selecionadas entre 113 inscritas voluntariamente e já identificou cerca de 9,3 mil animais em 25 municípios. O sistema utiliza o padrão internacional ISO 11784/11785, atribuindo a cada animal um código exclusivo vinculado a brinco visual e dispositivo eletrônico com tecnologia RFID, permitindo rastreamento durante toda a vida produtiva. A iniciativa amplia a rastreabilidade bovina, qualifica o controle sanitário, simplifica a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), automatiza a Declaração Anual de Rebanhos e contribui para o combate ao abigeato(crime de furto de animais de produção criados no campo). O cronograma nacional prevê implantação gradual entre 2025 e 2032, com identificação integral do rebanho ao final do período. Para a Seapi, o novo modelo amplia a competitividade da pecuária gaúcha, facilita certificações, comprova a origem dos animais e amplia o acesso a mercados que exigem elevados padrões de rastreabilidade e sanidade.

Cinco novos mercados ampliam oportunidades para o agro brasileiro

As negociações sanitárias conduzidas pelo governo brasileiro resultaram na abertura de novos mercados para produtos agropecuários na Malásia, Quênia e Turquia, elevando para 651 as aberturas de mercado desde o início de 2023. A Malásia autorizou a importação de produtos de ovos para alimentação animal, enquanto o Quênia liberou o ingresso de farinhas e óleos de pescado, ingredientes hemoderivados, farinhas, gorduras de origem animal e flavorizantes para nutrição animal. Já a Turquia passou a permitir as exportações de castanha de baru torrada, material genético bovino, peixes, óleo de peixe e animais aquáticos destinados à alimentação animal. Em 2025, Malásia, Quênia e Turquia importaram, respectivamente, cerca de US$ 1,2 bilhão, US$ 57 milhões e US$ 3,2 bilhões) em produtos agropecuários brasileiros, reforçando a diversificação das exportações, a ampliação da presença internacional e a competitividade do agronegócio nacional.

Negociação Mercosul/Japão amplia perspectivas para exportações e investimentos

Acordo Mercosul–Japão pode ampliar o acesso do agronegócio e da indústria brasileira ao mercado asiático, segundo avaliação da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Em fase inicial de negociação, o tratado poderá beneficiar cerca de US$ 1,7 bilhão das exportações brasileiras, com oportunidades para alimentos e bebidas, ferroligas e óxidos de alumínio, além de contemplar aproximadamente US$ 4,6 bilhões em importações com possível redução tarifária para máquinas, equipamentos, veículos e autopeças. Em 2025, o comércio bilateral alcançou US$ 11,54 bilhões, enquanto o estoque de investimentos entre os dois países somou US$ 27,9 bilhões. A iniciativa amplia as perspectivas para o agronegócio brasileiro, estimula investimentos, inovação, bioenergia e descarbonização, além de favorecer a competitividade da indústria nacional e a integração do Brasil às cadeias globais de valor.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na cerimônia de lançamento da Seleção Petrobras Cultural 2026 que destina R$ 270 milhões para impulsionar a economia criativa
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na cerimônia
de lançamento da Seleção Petrobras Cultural 2026 que destina
R$ 270 milhões para impulsionar a economia criativa

Petrobras lança maior edital cultural da história para projetos culturais em todo o Brasil

A Petrobras lançou a maior seleção pública de sua história para projetos culturais, com investimento de R$ 270 milhões por meio do Programa Petrobras Cultural. O edital apoiará iniciativas em música, teatro, dança, literatura, audiovisual, patrimônio cultural, cultura digital e economia criativa, contemplando projetos de todas as regiões do Brasil. A seleção priorizará propostas com impacto social, inclusão, diversidade, democratização do acesso à cultura e valorização da identidade cultural brasileira, além do potencial de geração de emprego e renda na cadeia produtiva do setor. Os projetos serão avaliados com base em critérios técnicos e no alinhamento aos objetivos do programa. As inscrições, prazos, requisitos e documentação exigida estão disponíveis nos canais oficiais da companhia, consolidando a iniciativa como uma das principais oportunidades de financiamento para produtores, artistas e instituições culturais do país. Acesse o programa cultural da Petrobrás CLICANDO AQUI.

BNDES lança nova etapa do ProFloresta+ e busca mobilizar até R$ 6 bilhões

O BNDES iniciou a segunda etapa do ProFloresta+, programa voltado ao mercado de crédito de carbono, com potencial para mobilizar até R$ 6 bilhões em projetos de restauração ambiental. A iniciativa prevê a recuperação de até 60 mil hectares de vegetação em todos os biomas brasileiros e a captura estimada de 19 milhões de toneladas de CO₂. O modelo reúne duas frentes: a realização de leilões para aquisição de créditos de carbono por empresas e o financiamento de projetos de reflorestamento responsáveis pela geração desses ativos ambientais. A nova fase amplia a participação de setores como petróleo, gás, siderurgia, química e empresas com metas de descarbonização, além de atrair investidores internacionais. O programa posiciona o Brasil como protagonista na economia de baixo carbono, estimulando investimentos em recuperação ambiental e no desenvolvimento do mercado brasileiro de carbono.

Rio Grande do Sul lança plataforma para monitorar a água no solo em tempo real

O Rio Grande do Sul disponibilizou a plataforma pública Simagro Estiagem, integrada ao Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro), para acompanhar a disponibilidade hídrica do solo em todos os municípios do estado. A ferramenta reúne mapas, gráficos, séries históricas desde 2000 e atualizações contínuas, combinando dados de sensoriamento remoto e estações meteorológicas em resolução espacial de cinco quilômetros. O sistema disponibiliza indicadores como armazenamento de água no solo, déficit hídrico, precipitação, evapotranspiração e índices de seca, oferecendo suporte ao monitoramento de lavouras e pastagens, ao planejamento da irrigação, à elaboração de laudos técnicos e à gestão de riscos climáticos. A plataforma amplia a capacidade de análise para produtores, técnicos e gestores públicos, contribuindo para decisões mais precisas e para a adaptação da agropecuária às variações climáticas. O acesso à plataforma pode ser feito CLICANDO AQUI. Para a consulta, o usuário deve selecionar no mapa o local de interesse e o período desejado para visualizar os indicadores.

Seapi reforça estrutura das prefeituras com nova entrega de máquinas agrícolas, ampliando a capacidade operacional das secretarias municipais de Agricultura e o atendimento ao produtor rural
Seapi reforça estrutura das prefeituras com nova
entrega de máquinas agrícolas, ampliando a capacidade
operacional das secretarias municipais de Agricultura
e o atendimento ao produtor rural

Municípios gaúchos recebem equipamentos para ampliar o atendimento ao produtor rural

O Governo do Rio Grande do Sul entregou 196 máquinas e equipamentos agrícolas para 147 municípios, em um investimento de R$ 27,44 milhões, viabilizado por emendas da bancada federal gaúcha e contrapartida estadual de R$ 2,5 milhões. Coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a iniciativa contempla tratores, retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas, plantadeiras, caminhões, carretas agrícolas e pás carregadeiras, cedidos às prefeituras por meio de contratos de concessão de uso. Os equipamentos ampliarão a capacidade operacional das secretarias municipais de Agricultura, contribuindo para a manutenção de estradas vicinais, o atendimento aos produtores rurais e a execução de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da agropecuária. A ação também evidencia a integração entre governos e o trabalho técnico da Seapi na modernização da infraestrutura utilizada pelos municípios gaúchos.

Justiça reconhece proteção legal à pequena propriedade familiar

A Justiça do Tocantins suspendeu, por meio de tutela de urgência, o leilão e a tomada de posse de uma pequena propriedade rural de 38,72 hectares, localizada em Goianorte, ao reconhecer que a área é essencial para a subsistência da família produtora. A decisão, proferida no âmbito de ação envolvendo uma operação de crédito com uma cooperativa financeira, considerou que a propriedade se enquadra na proteção prevista pela legislação federal e pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que asseguram a impenhorabilidade da pequena propriedade rural explorada pela família, ainda que tenha sido oferecida como garantia em operações de crédito rural. Com a medida, ficam suspensos atos de leilão e imissão na posse até o julgamento do mérito, sob pena de multa em caso de descumprimento. O entendimento reforça a relevância da segurança jurídica no meio rural, da proteção ao patrimônio mínimo e da continuidade da atividade agropecuária desenvolvida por agricultores familiares.

Câmara aprova nova regra para proteção de cultivares

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2.143/2025, que altera a Lei de Proteção de Cultivares e amplia de 15 para 25 anos o período de proteção para videiras, árvores frutíferas, árvores florestais, plantas ornamentais, seus porta-enxertos e cultivares de cana-de-açúcar. A proposta segue agora para análise do Senado Federal. Para culturas anuais, como soja, milho, feijão e arroz, permanece o prazo de 15 anos, considerado adequado ao retorno dos investimentos em melhoramento genético vegetal. A medida busca alinhar a legislação brasileira aos parâmetros da União Internacional para a Proteção de Novas Variedades de Plantas (UPOV), ampliando a segurança jurídica para pesquisa e inovação. O texto reconhece as particularidades das espécies de ciclo longo, que exigem maior tempo para desenvolvimento e recuperação dos investimentos, ao mesmo tempo em que preserva o equilíbrio entre a proteção da propriedade intelectual, a competitividade do setor produtivo e o acesso a novas tecnologias agrícolas.

Comunidade indígena acompanha sessão histórica em Brasília quando o Estado brasileiro reconhece violações e pede desculpas, medida que busca preservar a memória e os direitos do povo Avá-Canoeiro
Comunidade indígena acompanha sessão histórica
em Brasília quando o Estado brasileiro reconhece
violações e pede desculpas, medida que busca preservar
a memória e os direitos do povo Avá-Canoeiro

Estado pede desculpas a indígenas avá-canoeiro por abusos na ditadura

O Estado brasileiro oficializou um pedido de desculpas ao povo indígena Avá-Canoeiro do Araguaia pelas violações de direitos humanos sofridas durante o regime militar (1964 a 1985). Em decisão da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a comunidade foi reconhecida como anistiada política coletiva, medida que reconhece a perseguição promovida por agentes estatais e busca preservar a memória histórica, promover a reparação institucional e reafirmar o compromisso com a democracia e os direitos humanos. Atualmente reduzido a menos de 40 integrantes, o povo Avá-Canoeiro ainda enfrenta desafios relacionados à proteção territorial e ao acesso a políticas públicas, conforme representantes da comunidade. O reconhecimento representa um marco jurídico e institucional, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de ações permanentes voltadas à preservação da cultura, da identidade e das condições de sobrevivência dos povos indígenas.

Edital amplia investimentos em restauração ambiental na Bacia do Rio Doce

O BNDES e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançaram o edital Restaura Rio Doce, que destina R$ 618,75 milhões para projetos de restauração ecológica e produtiva em 12,5 mil hectares da Bacia do Rio Doce. Financiada pelo Fundo Rio Doce, a iniciativa integra as ações de reparação ambiental previstas no acordo homologado em 2024 após o rompimento da barragem de Fundão. O edital selecionará até cinco parceiros responsáveis pela coordenação das ações, priorizando projetos que conciliem recomposição da vegetação nativa, sistemas agroflorestais (SAFs), silvicultura de espécies nativas, conservação de solo e água e assistência técnica aos produtores rurais. A chamada também estimula o desenvolvimento da cadeia produtiva da restauração, ao estabelecer percentuais mínimos para aquisição regional de sementes, mudas e serviços. As inscrições permanecem abertas até 31 de agosto de 2026, consolidando uma das maiores iniciativas voltadas à recuperação ambiental, ao uso sustentável da terra e ao desenvolvimento socioeconômico da Bacia do Rio Doce. Acesse o edital CLICANDO AQUI.