A publicação ampliada do Consevitis-RS e do Sebrae Nacional reúne sete regiões do vinho brasileiro, ganha novo capítulo e coloca a Campanha Gaúcha no mapa oficial do enoturismo
A vitivinicultura brasileira ganhou um novo instrumento de leitura com a atualização do e-book Desenvolvimento do Enoturismo no Brasil, publicação do Consevitis-RS em parceria com o Sebrae Nacional. A edição passou a incluir um capítulo dedicado à Campanha Gaúcha e elevou para sete o número de regiões vitivinícolas retratadas, entre elas a Serra Gaúcha, o Vale do São Francisco e o Cerrado Mineiro. O material, gratuito e disponível no Observatório Vitivinícola, plataforma do instituto, é destinado a produtores, gestores e operadores turísticos.
O novo capítulo consolida as regiões visitadas em 2025 e 2026 pelo Projeto Imagem, iniciativa que levou jornalistas, influenciadores e formadores de opinião a distintos territórios vitivinícolas brasileiros. O objetivo foi documentar paisagens, histórias, vinícolas e experiências de enoturismo com uma narrativa capaz de traduzir a identidade de cada destino. Ao entrar nessa seleção, a Campanha Gaúcha passa a ser apresentada ao público com o mesmo peso editorial das regiões já consagradas do vinho nacional.
A região descrita no capítulo é um território de coxilhas, cerros, campos nativos e estradas de horizontes amplos, onde o vinho divide espaço com a pecuária, a gastronomia e a cultura campeira. O material destaca roteiros como o Trem do Pampa, que percorre a fronteira entre Brasil e Uruguai tendo os campos, os vinhedos e a cultura fronteiriça como cenário. É uma leitura em que a paisagem e a tradição rural funcionam como atrativos centrais da experiência turística regional.

visitante a descobrir a identidade do Pampa percorrendo
trilhos históricos em meio à imensidão dos campos
que caracterizam a fronteira entre Brasil e Uruguai

suco de, embaladas por apresentações musicais ao vivo e levando
visitantes por campos, vinhedos e paisagens da cultura fronteiriça
Origem certificada e terroir reconhecido
Um dos pilares do capítulo é a Indicação de Procedência Vinhos da Campanha, reconhecida pelo INPI em 2020 e construída a partir de estudos técnicos sobre a vocação da região para uvas viníferas de qualidade. O terroir local combina ampla insolação, escassez de chuvas na vindima e solos arenosos que sustentam uma maturação equilibrada das uvas, atributos que orientam o posicionamento comercial dos vinhedos. A origem certificada dá ao visitante e ao comprador uma referência clara de autenticidade e rastreabilidade.
A trajetória da Campanha na vitivinicultura remonta aos primeiros tempos dessa atividade no Rio Grande do Sul, mas a estruturação como polo de vinhos finos é recente e se apoia em pesquisa aplicada. Trabalhos da Embrapa e de universidades documentaram as tecnologias de cultivo e os passos da estruturação da indicação geográfica, base institucional que hoje sustenta o discurso de qualidade. Esse lastro técnico reduz riscos para novos investimentos, orienta a organização coletiva dos produtores e dá previsibilidade às ações de promoção comercial.
Outro traço do destino é a variedade de perfis de empreendimentos: vinícolas, estâncias e projetos familiares convivem com fazendas centenárias que abriram suas portas ao turismo. Esse mosaico permite montar roteiros com escalas, preços e linguagens diferentes, alcance que favorece tanto o turista especializado quanto o visitante de primeira viagem. O capítulo registra essa pluralidade como estratégia, mostrando que a oferta diversificada é um ativo competitivo em mercados ainda em formação no Brasil.

visita é um convite para conhecer um território onde
natureza, história e cultura caminham lado a lado

Vinhos homenageiam personagens e acontecimentos que fazem
parte da trajetória das famílias e da própria Campanha Gaúcha,
paisagem que se consolida como novo destino do enoturismo
Experiências amplas e agenda de negócios
O capítulo também orienta o desenho da visita ao registrar que, na Campanha, o próprio deslocamento integra a experiência turística. As distâncias entre empreendimentos convidam à contemplação da paisagem, e o roteiro se completa com gastronomia, cavalgadas, turismo rural e patrimônio histórico. Essa configuração pede planejamento de roteiros e serviços de apoio, um campo de trabalho para operadores que buscam produtos com narrativa própria e bom nível de reversão de renda local, especialmente em municípios onde o comércio de serviços ainda está em expansão.
Na esfera empresarial, o enoturismo opera como mecanismo de diversificação de renda. A venda direta na portaria das bodegas aproxima produtor e consumidor, eleva margens e reduz a dependência de intermediários, enquanto a visitação sustenta serviços de hospedagem, alimentação e guias locais. Para vinícolas com produção em crescimento, a chegada do turista também funciona como vitrine permanente da marca, um efeito que se propaga pelas redes sociais e sustenta a demanda ao longo do ano, inclusive fora da vindima.
Institucionalmente, entrar na publicação do Consevitis-RS coloca a Campanha Gaúcha na mesma prateleira editorial dos destinos de referência e facilita o diálogo com agências de fomento, secretarias de turismo e parceiros comerciais. A publicação gratuita serve como material de apresentação para captação de recursos e formação de rotas integradas. Se a coordenação entre vinícolas, poder público e setor produtivo mantiver esse ritmo, a região tende a ocupar posição permanente nos roteiros nacionais do turismo do vinho, com o próprio e-book como referência de partida.
Acesso o e-book “Desenvolvimento do Enoturismo no Brasil” CLICANDO AQUI.