Festa Tem Peixe na Vila aproxima ciência, mercado e consumidor

A 4ª edição da Festa Tem Peixe na Vila, marcada para 12 e 13 de setembro, no Instituto Biológico de São Paulo, à Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, Vila Mariana, capital, de 11:00 às 20:00, aproxima ciência, mercado e consumidor. Realizada pelo Instituto de Pesca, a iniciativa integra a 23ª Semana do Pescado, campanha nacional promovida entre 1º e 15 de setembro para estimular o consumo e dar visibilidade à cadeia. Mais que uma programação gastronômica e educativa, o evento evidencia a importância de aproximar a sociedade da pesca e da aquicultura, segmentos ligados à segurança alimentar, geração de renda e desenvolvimento regional sustentável.

Ao reunir gastronomia, atividades culturais, oficinas, divulgação científica e ações de educação ambiental, a programação cria uma ponte entre o conhecimento produzido pelas instituições de pesquisa e as escolhas feitas pelo consumidor. Essa conexão é relevante para uma cadeia que precisa ampliar a percepção sobre qualidade, origem, conservação e diversidade de espécies. A iniciativa também apresenta o pescado como alimento associado a valor nutricional e sustentabilidade, ao mesmo tempo em que oferece espaço para empresas, empreendedores e fornecedores apresentarem produtos e soluções ao público urbano, aproximando oferta, informação e demanda.

Evento busca ampliar o conhecimento sobre pesca, aquicultura e consumo, com educação ambiental
Evento busca ampliar o conhecimento sobre pesca,
aquicultura e consumo, com educação ambiental

A dimensão econômica do evento ganha maior significado quando observada dentro de um setor que reúne pesca extrativa, aquicultura, processamento, distribuição, varejo, alimentação fora do lar e serviços especializados. Dados oficiais indicam que a produção pesqueira e aquícola brasileira alcançou 1,4 milhão de toneladas em 2024, enquanto as exportações somaram US$ 432,9 milhões em 2025. Esse ambiente mostra que ampliar o consumo interno e qualificar a relação com o mercado são agendas complementares para ampliar valor, consumo e competitividade.

Em São Paulo, a realização da festa em uma instituição pública de pesquisa também evidencia o papel da ciência aplicada ao desenvolvimento da cadeia do pescado. O Instituto de Pesca atua na produção de conhecimento e soluções tecnológicas para pesca e aquicultura, aproximando pesquisa, políticas públicas, inovação e atividade produtiva. Ao levar pesquisadores, produtores, comerciantes e consumidores para o mesmo ambiente, a iniciativa cria oportunidades de disseminação de informações sobre espécies, preparo, qualidade, conservação e uso responsável dos recursos, elementos relevantes para a competitividade, qualidade, confiança e segurança no mercado.

Gastronomia apresenta possibilidades para o consumo, destacando a importância econômica e alimentar do pescado brasileiro
Gastronomia apresenta possibilidades para o consumo, destacando
a importância econômica e alimentar do pescado brasileiro

A programação prevista para 2026 inclui pratos à base de pescado, apresentações musicais, feira criativa, espaço infantil e atividades de divulgação científica. A entrada será mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível, destinado a instituições de apoio social. O formato combina promoção comercial, educação alimentar e ação social, ampliando o alcance de uma campanha que procura transformar informação em hábito de consumo consciente. Para o setor, iniciativas desse tipo ajudam a aproximar o produto do consumidor e a mostrar a diversidade existente além das espécies mais conhecidas.

O desafio, entretanto, vai além de eventos. O crescimento sustentável do pescado depende de produtividade, sanidade, conservação, rastreabilidade, eficiência logística, acesso a mercados e capacidade de comunicação com o consumidor. Em 2026, o Ministério da Pesca e Aquicultura atualizou regras para conservação do pescado a bordo, sinalizando a relevância crescente dos controles de qualidade ao longo da cadeia produtiva. Nesse contexto, a Festa Tem Peixe na Vila funciona como uma vitrine pública de um setor que precisa combinar consumo, ciência, eficiência e sustentabilidade para ampliar seu espaço no mercado brasileiro e gerar valor.

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