Milho e sorgo em debate em evento nacional que reúne ciência e produção em Chapecó, tendo como temas tecnologia, sustentabilidade e cadeia produtiva
O 35º Congresso Nacional de Milho e Sorgo (CNMS) chega a Chapecó (SC), de 31 de agosto a 3 de setembro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, à R. Assis Brasil, 20 D, Centro, como um dos principais fóruns brasileiros dedicados às cadeias do milho e do sorgo. Promovido pela Associação Brasileira de Milho e Sorgo, com organização da Epagri e participação da Embrapa na comissão organizadora, o encontro reúne pesquisadores, produtores, consultores, extensionistas e estudantes. Mais do que uma agenda científica, o congresso representa um espaço estratégico para discutir produtividade, tecnologia, sustentabilidade e competitividade no agronegócio.
Realizado desde a década de 1950 e itinerante pelas principais regiões produtoras, o CNMS acompanha a transformação da agricultura brasileira e as demandas específicas de cada território. Essa trajetória confere ao evento uma dimensão histórica relevante, sobretudo em um momento marcado por custos elevados, instabilidade climática, pressão sobre margens e necessidade crescente de eficiência. Em Chapecó, a discussão ganha dimensão regional, considerando a importância do sul na produção de grãos. O encontro coloca em evidência os desafios técnicos e econômicos que condicionam a rentabilidade das lavouras.

latino-americana durante o evento
A programação reúne painéis técnicos, sessões de pôsteres e fórum científico, criando uma ponte entre pesquisa, assistência técnica e realidade das propriedades rurais. Essa aproximação é particularmente importante para cadeias que dependem de decisões cada vez mais precisas sobre genética, manejo, fertilidade e proteção vegetal. O congresso também abre espaço para discutir inovação aplicada ao campo, conectando resultados científicos às necessidades de produtores e empresas. A proposta é transformar conhecimento em decisões mais qualificadas, com reflexos sobre eficiência operacional, estabilidade produtiva e uso racional dos recursos.
Entre os temas previstos estão armazenamento, biotecnologia, economia, entomologia, fertilidade e nutrição de plantas, fisiologia vegetal, fitopatologia, fitotecnia, irrigação, genética e melhoramento, mecanização, instrumentação agrícola, plantas daninhas e tecnologia de sementes. A amplitude da agenda revela a complexidade atual da produção de milho e sorgo, na qual desempenho depende da integração de diferentes áreas do conhecimento. Nesse contexto, genética, manejo, sanidade, mecanização e gestão de recursos deixam de ser discussões isoladas e passam a compor uma estratégia integrada de produção.

discutir o futuro das cadeias de milho e sorgo
Paralelamente ao congresso, a 1ª Conferência Latino-Americana de Milhos Tradicionais amplia o debate para conservação genética, diversidade agrícola e valorização de materiais adaptados a diferentes sistemas produtivos. Já o II Seminário de Enfezamentos e Viroses coloca em evidência um dos pontos críticos da sanidade do milho, diante dos impactos que pragas e doenças podem provocar sobre produtividade e previsibilidade das safras. A programação demonstra, assim, a preocupação em aproximar pesquisa científica, conservação de recursos genéticos e gestão de riscos fitossanitários.
Ao reunir diferentes elos da cadeia, o 35º CNMS reafirma a importância da cooperação entre instituições de pesquisa, setor produtivo, empresas e assistência técnica para enfrentar os novos desafios da agricultura. O resultado esperado vai além da atualização acadêmica: envolve circulação de conhecimento, formação profissional e construção de soluções aplicáveis às lavouras. Em um ambiente empresarial cada vez mais orientado por produtividade, eficiência e sustentabilidade, o conhecimento técnico se consolida como ativo estratégico para o futuro do milho e do sorgo no Brasil. O 35º Congresso Nacional de Milho e Sorgo é realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAPE), com co-realização da Prefeitura de Chapecó e da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Oeste de Santa Catarina (Aeagro).