O maior encontro técnico brasileiro dedicado exclusivamente à pecanicultura promete fortalecer a cadeia produtiva da noz-pecã com foco em inovação, negócios e sustentabilidade
A pecanicultura brasileira terá, nos dias 12 e 13 de novembro de 2026, o seu principal ponto de convergência técnica e empresarial. A terceira edição do Encontro Nacional da Pecanicultura, o ENAPecan, acontece no auditório da Fundação Casa das Artes, à Herny Hugo Dreher, 127, Planalto, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, e reúne produtores, técnicos, pesquisadores e empresas de todo o país. A organização é do Instituto Brasileiro de Pecanicultura – IBPecan em parceria com a Embrapa, no âmbito do programa Pecan 2030, com correalização de instituições públicas e privadas do setor.
O encontro adota como fio condutor o tema “Produção eficiente, mercado e agregação de valor à noz-pecã”, escolha que traduz o estágio atual da atividade no Brasil. A cultura deixou de ser vista como alternativa pontual de diversificação e passou a integrar projetos comerciais estruturados, com pomares em plena produção, indústria de beneficiamento em expansão e canais de exportação em consolidação. Nesse contexto, o evento funciona como espaço de atualização técnica e de articulação comercial entre os elos da cadeia produtiva da noz-pecã.
O momento do setor reforça a relevância do encontro. O Rio Grande do Sul responde pela maior parcela da produção nacional, e a safra de 2026 é projetada como recorde, com estimativas que apontam para algo próximo de 7 mil toneladas em todo o país, apoiadas por demanda externa firme e estoques globais reduzidos. Para um cultivo que ganhou escala no Brasil nas últimas duas décadas, a troca de experiências entre polos produtivos do sul e demais regiões tornou-se instrumento concreto de gestão e de planejamento.

manejo, irrigação e sanidade com base em práticas
observadas diretamente na lavoura
Programação técnica, negócios e experiência gastronômica
A programação será organizada em eixos temáticos que percorrem o ciclo completo da atividade. Entre os temas previstos estão a construção de pomares de alta produtividade, irrigação, manejo fitossanitário e boas práticas agrícolas vinculadas a programa do Ministério da Agricultura. Um painel dedicado à noz-pecã na América do Sul vai contextualizar o posicionamento do Brasil no cenário regional, com recorte específico sobre a realidade da cultura na Serra Gaúcha, em Santa Catarina e no Paraná, regiões que concentram parte relevante dos pomares comerciais.
Além das palestras, o encontro reserva espaços estruturados para rodada de negócios, intercâmbio de experiências e formação de parcerias, formato que aproxima produtores de compradores, fornecedores de insumos e processadores. A gastronomia também ocupa posição estratégica na agenda, com o Pecan Brunch Experience, momento em que serão servidos preparos à base de noz-pecã. A iniciativa busca demonstrar a versatilidade do produto e sinalizar caminhos de expansão do consumo interno, um dos gargalos ainda a ser superado pela cadeia brasileira.
No dia 13, à tarde, os participantes seguem para uma visita técnica a pomar comercial, organizada em estações que abordam implantação, irrigação, sanidade, condução das plantas e produtividade. A atividade permite observar, no campo, as práticas discutidas nos painéis e avaliar sua aplicabilidade em sistemas de produção de diferentes escalas. A abertura oficial, no dia 12, terá como destaque a entrega do Prêmio Pecaneiro 2026, reconhecimento voltado a quem contribui para o desenvolvimento técnico e empresarial da cultura no país.

e reúne produtores e técnicos no principal encontro
nacional para transformar conhecimento científico
em decisões práticas de manejo produtivo
Inscrições abertas e o momento de mercado da noz-pecã
As inscrições para o ENAPecan 2026 estão abertas e são individuais, garantindo participação nos dois dias de programação. O lote regular de inscrições será comercializado até 12 de novembro, data que coincide com o início do evento. A organização recomenda o registro antecipado, tanto pela perspectiva de ajuste de custos quanto pela logística de credenciamento, hospedagem e deslocamento em uma cidade que recebe fluxo constante de eventos técnicos.
A escolha de Bento Gonçalves como sede reflete a estratégia de alternância entre cidades, adotada para ampliar a visibilidade da pecanicultura em regiões com potencial produtivo e infraestrutura consolidada de receptivo. O encontro conta com correalização da Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves, da Emater, da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, da Pecantelli e do IFRS campus Bento Gonçalves, além do apoio do Sebrae-RS. A articulação entre poder público e iniciativa privada tem sido apontada como condição para a profissionalização contínua do setor.
Do ponto de vista econômico, a cadeia da noz-pecã atravessa fase de solidez comercial, sustentada pela demanda internacional e pela expectativa de preços estáveis ao produtor mesmo com o crescimento da oferta. O desafio seguinte, e provavelmente o tema central da próxima década, é a agregação de valor: beneficiamento, padronização de qualidade, rastreabilidade e desenvolvimento de produtos processados. Nessa agenda, eventos como o ENAPecan cumprem papel de plataforma de conhecimento, conectando pesquisa, campo e mercado em um setor que caminha para maturidade empresarial.

Faça sua inscrição CLICANDO AQUI.