Anuário da Cachaça 2026 revela expansão da cadeia produtiva e avanço das exportações

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou o Anuário da Cachaça 2026, elaborado em parceria com o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), reunindo os principais indicadores da cadeia produtiva referentes a 2025. A publicação consolida informações sobre estabelecimentos registrados, produtos, produção, empregos, comercialização e exportações, oferecendo uma visão abrangente da evolução de um dos segmentos mais tradicionais do agronegócio nacional. O levantamento também reforça a relevância econômica da bebida para centenas de municípios brasileiros.

Os dados mostram que o Brasil encerrou 2025 com 1.538 estabelecimentos elaboradores de cachaça, distribuídos por 844 municípios, resultado 14,8% superior ao registrado em 2024. O avanço evidencia a expansão da atividade em diversas regiões, especialmente no interior do país, onde a produção movimenta economias locais e gera oportunidades de renda. Minas Gerais permanece na liderança, com 564 unidades registradas, seguido por São Paulo, com 230, e Rio Grande do Sul, com 106 estabelecimentos.

Total de estabelecimentos registrados por ano
Total de estabelecimentos registrados por Unidade da Federação
Número de estabelecimentos elaboradores de cachaça por região
Principais importadores de cachaça por valor

Entre os polos produtores, Salinas (MG) mantém a posição de principal referência nacional, concentrando 27 estabelecimentos registrados, o equivalente a 4,8% do total mineiro. Das 11 cidades brasileiras que possuem dez ou mais elaboradores cadastrados, sete estão localizadas na Região Sudeste, duas no Nordeste, uma no Distrito Federal e uma no Sul. Minas Gerais reúne cinco municípios nessa relação, enquanto Brasília e São Paulo passam a integrar a lista nesta edição do anuário.

As informações do Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro) indicam que o país contabilizou 8.379 registros de cachaça em 2025. Minas Gerais lidera novamente, com 2.922 produtos cadastrados, seguido por São Paulo, com 1.185, e Rio de Janeiro, com 635. Embora o número de estabelecimentos, produtos e marcas tenha aumentado, o volume declarado de produção recuou 15,77%, totalizando 234,48 milhões de litros. A fabricação de aguardente de cana-de-açúcar respondeu por 6.232 empregos diretos.

Salinas segue como principal polo produtor de cachaça do país, com Minas Gerais liderando em estabelecimentos e produtos registrados
Salinas segue como principal polo produtor de cachaça do país, com
Minas Gerais liderando em estabelecimentos e produtos registrados
Exportações de cachaça cresceram em volume e valor em 2025 e produção artesanal mantém relevância econômica no interior brasileiro
Exportações de cachaça cresceram em volume e
valor em 2025 e produção artesanal mantém
relevância econômica no interior brasileiro

O levantamento também evidencia o dinamismo das marcas registradas. Minas Gerais reúne 4.043 marcas comerciais, média de 7,2 por estabelecimento, enquanto o Rio Grande do Norte apresenta o maior índice proporcional, com 13,6 marcas por unidade registrada. No comércio exterior, a cachaça ampliou sua presença internacional. As exportações alcançaram 7,95 milhões de litros, crescimento de 19,4%, gerando receita de US$ 17,07 milhões, alta de 17,4%. Os Estados Unidos lideraram em valor exportado e o Paraguai em volume embarcado.

Para o Mapa, o Anuário da Cachaça 2026 consolida uma base estratégica de informações para o setor, oferecendo subsídios para produtores, indústrias, pesquisadores, investidores e formuladores de políticas públicas. Além de retratar o desempenho da cadeia produtiva em 2025, a publicação evidencia o potencial de crescimento da bebida no mercado interno e internacional, reforçando sua importância para o agronegócio, a agregação de valor à produção da cana-de-açúcar e o desenvolvimento econômico de diversas regiões brasileiras.

Faça o download do “Anuário da Cachaça 2026” CLICANDO AQUI.

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