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Raiz de mandioca e a farinha

Agricultores familiares da Comunidade do Cercadinho, em Santa Terezinha, BA, município que integra o território de Identidade do Piemonte do Paraguaçu, celebraram a entrega de uma nova agroindústria, com a inauguração da Unidade de Beneficiamento de Mandioca. O empreendimento, foi totalmente requalificado pelo governo da Bahia, está sob a gestão da Associação Comunitária Rural do Cercadinho.

Com a nova unidade, a expectativa, de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), é de aumento da produtividade para 11 toneladas de raízes por hectare, a partir da ampliação das áreas de cultivo. O empreendimento prevê uma produção média diária de até quatro toneladas de raízes por dia, sendo possível dobrar essa quantidade mediante o funcionamento da agroindústria em dois turnos.

A requalificação da unidade de beneficiamento foi executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à SDR, e visa garantir renda para as famílias da associação para que possam permanecer na sua comunidade, além de fortalecer a produção de alimentos no estado.

Produtor com a raiz
Produtor com a raiz

A implantação de agroindústrias familiares pontencializa a produção de alimentos pela agricultura familiar. A farinha de mandioca é utilizada na alimentação, tanto de agricultores quanto de quem está na cidade, como a goma, utilizada para fazer bolos, sequilhos e outros produtos, são comercializadas nas feiras livres, nos empórios e também utilizadas na alimentação escolar.

O governo estadual também autorizou comprar esses produtos para incluir na alimentação dos hospitais. Está sendo articulado junto com os consórcios um planejamento para contratar um consultor de mercado para que ele consiga mobilizar esses agricultores e suas cooperativas e associações para produzir e comercializar junto a hospitais públicos do estado e dos municípios.

A Unidade de Beneficiamento de Mandioca conta com uma casa de farinha elétrica equipada e uma cozinha comunitária, onde serão aproveitados outros cultivos da comunidade para a produção, inicialmente, de sequilhos, biscoitos, tempero pronto, beiju, tapioca, polpas de frutas e goma fresca. O trabalho da associação conta ainda com o reforço de uma motocicleta, equipamentos e materiais de escritório, além de equipamentos de proteção individual (EPI).

A turma reunida a frente da Unidade de Beneficiamento
A turma reunida a frente da Unidade de Beneficiamento
O produto final
A felicidade com o produto final

Os benefícios são muitos, não só pelo novo espaço, pois a antiga casa de farinha não tinha um local adequado para trabalhar com a mandioca depois de pronta, fazer o beiju ou alguma ação comunitária. Hoje os produtores contam como com casa de farinha nova, fogão, forno, tudo novo. Quem está muito feliz é a Érica Rebouças Barbosa, que faz parte da associação e vai trabalhar na cozinha comunitária. Quem também está comemorando a entrega desse importante empreendimento é Cintia de Oliveira dos Santos, que irá trabalhar na produção de beijus.

A unidade está equipada com equipamentos para aproveitamento da fécula, fazer beiju, sequilho e os derivados da mandioca. A comunidade planta outras lavouras mas é a mandioca que permite colheita o ano todo. Essa unidade vai atender pessoas da comunidade, mas também pessoas de comunidades vizinhas, aumentando a nossa renda da região e fixando os produtores e descendentes no campo.

A nova unidade, também conta com lavadeira descascadeira, ralador automático, prensa hidráulica, forno mecanizado, peneira mecânica, extratora de fécula, balança, entre outros equipamentos e utensílios, permitirá celeridade nos procedimentos de beneficiamento, aproveitamento o máximo da matéria-prima, com agregação de valor à mandiocultura e competitividade no mercado, possibilitando aumento das vendas e gerando condições dignas de trabalho para as famílias agricultoras.

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