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Nova praga prejudica lavouras de café no Espírito Santo e Bahia

Grãos de café conilon

Uma espécie de cochonilha, do gênero Pseudococcus, tem prejudicado lavouras de cafés do norte capixaba e do sul da Bahia. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) vem realizando o acompanhamento das lavouras, com o objetivo de aprimorar as estratégias de manejo que são repassadas para os produtores rurais.

A Pseudococcus fica instalada nas plantas de conilon e coloniza o fruto, o caule, os ramos e as folhas. Com o calor acentuado, as condições ambientais se tornam propícias para que a praga prolifere com mais facilidade.

Observou-se a presença da nova praga em uma lavoura de café conilon na região de Santa Emília, no município de Rio Bananal. Em anos anteriores, não foram registrados relatos de ocorrências desse tipo de cochonilha e os atuais prejuízos às plantações de café têm deixado produtores preocupados.

A nova espécie de cochonilha do gênero Pseudococcus apresenta no corpo dois filamentos ao final, semelhantes a duas pequenas antenas
A nova espécie de cochonilha do gênero Pseudococcus apresenta no corpo dois filamentos
ao final, semelhantes a duas pequenas antenas

O entomologista e pesquisador do Incaper, Renan Batista Queiroz, explicou que, há alguns anos, as pesquisas apontaram resultados e estratégias de manejo apenas para o combate das pragas cochonilha-da-roseta, do gênero Planococcus, e a cochonilha-da-raiz, do gênero Dysmicoccus.

De acordo com Queiroz, o produtor pode diferenciar essa nova espécie da cochonilha-da-roseta, ao observar que, no corpo da nova praga, é possível identificar dois filamentos ao final, semelhantes a duas pequenas antenas.

O Incaper intensificará as pesquisas para trazer novos resultados e estratégias de controle e de combate a essa cochonilha, colocando-se à disposição dos produtores rurais para acompanhamento no campo. Com os resultados das pesquisas os técnicos poderão trazer respostas aos produtores no que se refere ao combate da nova praga.

Os cafeicultores que identificarem a praga em suas propriedades podem acionar os escritórios do Incaper nos municípios para mais orientações e para que seja feito um mapeamento da ocorrência da nova espécie no estado.

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