Manchetes da semana – 04 a 10-07-2026

Exportações de madeira processada podem sofrer novo tarifaço dos EUA

A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) alerta que a proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros pode comprometer a competitividade das exportações de madeira processada, reduzir a atividade industrial e afetar empregos, sobretudo na região sul, onde se concentra a maior parte da produção. Embora a medida ainda dependa de consulta e audiência públicas antes de eventual adoção, o setor demonstra preocupação devido aos impactos das tarifas aplicadas anteriormente, que dificultaram a recuperação das vendas externas. Em 2025, os Estados Unidos responderam por cerca de US$ 1,2 bilhão em exportações, equivalente a aproximadamente 50% dos embarques brasileiros de madeira processada, cenário que amplia a relevância do mercado norte-americano e o risco de perda de participação diante de concorrentes sujeitos a menores custos tarifários.

Novo guia do MDA atualiza regras e orienta a gestão dos Territórios da Cidadania

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) lançou o Guia dos Territórios da Cidadania 2026, publicação que reúne diretrizes para a gestão territorial, a homologação de novos territórios, a revalidação de áreas existentes e a reconfiguração geográfica de municípios. Voltado a gestores públicos, colegiados territoriais e organizações sociais, o material padroniza procedimentos administrativos, disponibiliza modelos editáveis por meio de QR Codes e apresenta as normas para o funcionamento dos colegiados, incluindo paridade mínima de 50% de mulheres e participação da juventude. O documento também detalha a metodologia da Cesta de Bens e Serviços Territoriais, destinada ao mapeamento de ativos locais, como agroecologia, turismo de base comunitária e marcas de identidade cultural, além de orientar o uso da Plataforma Territórios da Cidadania (SIT) no acompanhamento das políticas de desenvolvimento territorial. O acesso ao Guia dos Territórios da Cidadania 2026 pode ser feito CLICANDO AQUI e informações adicionais são prestadas pelo telefone (61) 3276-4621 e pelo e-mail cgdt@mda.gov.br.

Proposta une recuperação ambiental, produção rural e adaptação às mudanças climáticas, com prioridade para matas ciliares e solos agrícolas
Proposta une recuperação ambiental, produção
rural e adaptação às mudanças climáticas, com
prioridade para matas ciliares e solos agrícolas

Rio Grande do Sul busca recursos para recuperar áreas agrícolas e matas ciliares após enchentes

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do RS, com articulação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), apresentou ao Fundo de Resposta a Perdas e Danos (FRLD) um pedido de financiamento de US$ 19,9 milhões para executar o projeto “Recuperação de Matas Ciliares e Sistemas Agrícolas após Enchentes Extremas no Rio Grande do Sul”, voltado à reconstrução de áreas devastadas pelas enchentes de 2024, maior desastre climático da história do estado. A iniciativa, elaborada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) com apoio técnico da Seapi, está em análise e poderá ser executada em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Emater/RS-Ascar. As inundações atingiram mais de 2,3 milhões de pessoas em 470 municípios, provocando prejuízos superiores a R$ 8,5 bilhões à agropecuária, além de intensa degradação ambiental, com erosão dos solos, perda de biodiversidade e comprometimento de áreas essenciais para a regulação hídrica. Caso seja aprovada, a proposta beneficiará dez municípios das bacias dos rios Taquari e Caí, contemplando a restauração de 3.240 hectares de matas ciliares, a recuperação de 3 mil hectares de áreas agrícolas degradadas, a recomposição de 500 hectares de pomares de citros e a capacitação de 2 mil produtores em agricultura climaticamente inteligente e gestão de riscos. A iniciativa complementa as políticas públicas federal e estadual voltadas à recuperação do setor, priorizando soluções baseadas na natureza, adaptação às mudanças climáticas e maior resiliência dos sistemas produtivos, em um contexto no qual investimentos em recuperação ambiental passam a desempenhar papel estratégico para a sustentabilidade e a competitividade da agropecuária gaúcha.

Mato Grosso mantém período da Piracema com base em uma década de dados científicos

O Conselho Estadual de Pesca (Cepesca) definiu que o defeso da piracema em Mato Grosso será mantido entre 1º de outubro de 2026 e 31 de janeiro de 2027, decisão fundamentada em mais de uma década de monitoramento científico da reprodução de peixes de interesse pesqueiro. Durante o período, permanece autorizada apenas a pesca de subsistência, realizada artesanalmente por ribeirinhos e comunidades tradicionais exclusivamente para alimentação familiar, enquanto as demais modalidades ficam suspensas nas bacias dos rios Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins. Estudos conduzidos pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e consolidados pelo Cepesca demonstram que o pico reprodutivo ocorre entre outubro e janeiro, quando a probabilidade de encontrar peixes em atividade reprodutiva alcança cerca de 80%, tornando as espécies mais vulneráveis devido à migração em cardumes e ao menor volume dos rios. O monitoramento reúne informações coletadas desde 2004 e atualizadas anualmente desde 2015, permitindo decisões baseadas em evidências. Mato Grosso é o único estado brasileiro que define o período de defeso por meio de deliberação do conselho estadual, utilizando uma base técnica construída por universidades e especialistas para conciliar conservação dos recursos pesqueiros, sustentabilidade ambiental e os interesses das comunidades que dependem da pesca.

Caso de alta mortalidade em confinamento reforça revisão dos protocolos sanitários

A morte súbita de mais de mil bovinos Nelore em um confinamento no centro-oeste, registrada em novembro de 2025, trouxe um importante alerta para a pecuária intensiva brasileira ao evidenciar os riscos associados ao manejo nutricional e aos protocolos sanitários. O diagnóstico confirmou enterotoxemia causada pela bactéria Clostridium perfringens tipo A, enfermidade de rápida evolução que provocou perdas expressivas em um rebanho de aproximadamente 20 mil animais, especialmente entre aqueles com maior consumo de alimento e ganho médio superior a 1,7 kg por dia. A investigação técnica identificou que o aumento do teor de amido da dieta para 49% da matéria seca, com maior participação de milho moído, favoreceu a multiplicação da bactéria e a produção de toxinas letais. As necropsias revelaram lesões intestinais severas compatíveis com a doença. O episódio também expôs uma lacuna importante na sanidade de confinamentos, já que muitas vacinas comerciais oferecem proteção apenas contra os tipos C e D da bactéria, sem cobertura para o tipo A, responsável pelo surto. Após a redução do teor de amido para 40% da matéria seca e a vacinação emergencial específica, a mortalidade diminuiu rapidamente. O caso reforça a necessidade de integrar nutrição de precisão, biossegurança, monitoramento contínuo e atualização dos protocolos vacinais, estratégias consideradas essenciais para reduzir riscos sanitários, preservar o desempenho zootécnico e minimizar impactos econômicos em sistemas intensivos de produção de bovinos de corte.

Projeto alia produção sustentável e inclusão produtiva com o cultivo de ostras que gera renda e desenvolvimento em comunidades costeiras baianas
Projeto alia produção sustentável e inclusão produtiva
com o cultivo de ostras que gera renda e desenvolvimento
em comunidades costeiras baianas

Cultivo de ostras amplia renda e cria oportunidades na Bahia

O projeto de cultivo de ostras da Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), tem ampliado as oportunidades de geração de renda, segurança alimentar e aquicultura sustentável para 20 famílias de comunidades pesqueiras em Taperoá, Cachoeira e Aratuípe. O sistema utiliza sementes de ostras coletadas nos estuários e cultivadas em estruturas suspensas, onde os moluscos se desenvolvem com alimentação exclusivamente natural por meio da filtração da água, eliminando custos com ração e reduzindo impactos ambientais. Além do fornecimento de equipamentos, a Bahia Pesca oferece assistência técnica e acompanhamento da qualidade da produção. Atualmente, o projeto alcança cerca de 12 mil dúzias de ostras por ano e busca ampliar a autonomia dos produtores, incentivando a expansão da atividade e a inclusão de novas famílias, consolidando a ostricultura como alternativa econômica sustentável para o desenvolvimento das comunidades costeiras baianas.

Exportações recordes esgotam a cota da China e desafiam frigoríficos brasileiros

As exportações brasileiras de carne bovina para a China atingiram integralmente a cota de importação com tarifa reduzida para 2026, após embarques recordes de 158,3 mil toneladas em junho, totalizando 1,106 milhão de toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A partir desse volume, novos embarques passam a enfrentar tributação de aproximadamente 67%, reduzindo a competitividade dos produtos brasileiros no principal mercado da proteína bovina nacional. O cenário já provoca ajustes na indústria, com redução do ritmo de abates, férias coletivas em alguns frigoríficos e redirecionamento da produção para o mercado interno e destinos como Vietnã, Japão, Coreia do Sul e Turquia. A expectativa do setor é de reorganização das exportações e de impactos temporários sobre o mercado do boi gordo, enquanto a renovação da cota chinesa, prevista para outubro, poderá restabelecer gradualmente o fluxo comercial e ampliar novamente a competitividade da carne bovina brasileira.

Conectividade 4G e 5G no campo cresce 81% no Brasil

A cobertura das redes móveis 4G e 5G nas áreas agrícolas brasileiras avançou de 18,7% para 33,9% entre 2024 e 2025, crescimento de 81% que evidencia a rápida evolução da transformação digital no agronegócio e em outros segmentos com operações distribuídas, como logística, energia e utilities. A ampliação da conectividade viabiliza a integração de máquinas, veículos, equipes e plataformas de monitoramento em tempo real, permitindo maior controle sobre produtividade, gestão de frotas, manutenção e uso de insumos. No campo, a disponibilidade de dados amplia a precisão das decisões, reduz o tempo de resposta às ocorrências e melhora a eficiência operacional. O desafio das empresas passa a ser a capacidade de converter o grande volume de informações em inteligência para apoiar decisões estratégicas. Nesse cenário, visibilidade operacional, análise de dados e comunicação contínua tornam-se fatores decisivos para reduzir custos, minimizar paradas e elevar a competitividade. A adoção de dispositivos robustos e sistemas integrados também amplia a confiabilidade das operações em ambientes remotos, consolidando a conectividade rural como um dos principais pilares da modernização tecnológica e da sustentabilidade econômica do agronegócio brasileiro.

Maior carrossel do mundo na China integra ordenha, monitoramento e gestão em tempo real
Maior carrossel do mundo na China integra ordenha,
monitoramento e gestão em tempo real

China ordenha 5 mil vacas por dia no maior carrossel do mundo

A pecuária leiteira mundial avança para um novo patamar de eficiência com a entrada em operação, na China, de um dos mais modernos sistemas automatizados de ordenha já implantados, projetado para atender um rebanho superior a 5 mil vacas em lactação com elevada integração tecnológica e reduzida dependência de mão de obra. A estrutura utiliza dois carrosséis automáticos com 80 posições cada, permitindo até 160 pontos simultâneos de ordenha em fluxo contínuo, com identificação eletrônica dos animais, preparação automatizada, coleta do leite e monitoramento permanente dos processos. Equipado com câmeras 3D, sensores por quarto do úbere e ferramentas de análise em tempo real da qualidade do leite e da saúde animal, o sistema amplia a padronização operacional, reduz falhas humanas e contribui para ganhos em produtividade, bem-estar animal e controle sanitário. A evolução tecnológica é expressiva quando comparada aos primeiros modelos comerciais lançados em 2015, evidenciando a rápida modernização da atividade. Embora essa realidade ainda esteja restrita a grandes operações internacionais, o modelo reforça uma tendência que também alcança o Brasil, onde automação, gestão de dados, monitoramento digital e inteligência operacional ganham relevância diante dos desafios relacionados aos custos de produção, à disponibilidade de mão de obra qualificada e à necessidade de elevar a eficiência dos sistemas produtivos. Nesse contexto, a tecnologia passa a desempenhar papel estratégico na competitividade da cadeia leiteira, consolidando um modelo de produção cada vez mais conectado, previsível e orientado por dados.

Olivicultura avança no Paraná com novas oportunidades para a produção de azeite

A olivicultura no Paraná consolida uma nova etapa de expansão, com 140 hectares cultivados entre áreas comerciais e de pesquisa, resultado representa o dobro da área registrada há uma década e amplia as perspectivas para a produção de azeite de oliva brasileiro. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), 69 municípios apresentam condições favoráveis ao cultivo, combinando altitude entre 800 e 1.200 metros e acúmulo de horas de frio essenciais ao desenvolvimento das oliveiras. Para reduzir riscos e orientar investimentos, o IDR-Paraná e a Embrapa publicaram um boletim técnico com recomendações sobre cultivares, épocas de plantio e riscos climáticos, além de solicitar ao Ministério da Agricultura o primeiro Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a olivicultura no Brasil, medida que poderá ampliar o acesso ao crédito rural. Apesar dos desafios relacionados à adaptação genética e às condições climáticas distintas das regiões mediterrâneas, a estratégia estadual prevê estimular azeites de origem paranaense, certificação de produtos, turismo rural e inovação tecnológica, reduzindo gradualmente a dependência brasileira das importações, que atualmente suprem cerca de 99% do consumo nacional de azeite.

Baixa cobertura do seguro rural amplia riscos financeiros no campo

O agronegócio brasileiro mantém trajetória de crescimento, com recordes de produção, expansão das exportações e um Plano Safra 2026/2027 de R$ 525,1 bilhões, mas ainda enfrenta um dos principais desafios para sua sustentabilidade econômica: a baixa cobertura do seguro rural. Atualmente, menos de 4% da área cultivada está protegida contra perdas provocadas por seca, geadas, granizo, excesso de chuvas e outros eventos climáticos extremos, cenário que amplia a vulnerabilidade financeira dos produtores e de toda a cadeia agropecuária. Embora o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) seja o principal instrumento de incentivo à contratação de apólices, a limitação orçamentária reduz seu alcance. Para 2026, estão previstos R$ 1,01 bilhão, enquanto entidades do setor estimam a necessidade de aproximadamente R$ 4 bilhões para atender à demanda nacional. Especialistas avaliam que a expansão do crédito precisa ser acompanhada por uma política consistente de gestão de riscos, capaz de ampliar a previsibilidade da atividade, preservar a capacidade de investimento dos produtores e aumentar a resiliência da produção diante da crescente frequência de eventos climáticos, consolidando maior segurança para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

Citricultura ganha estratégia alinhada ao avanço da doença com novas regras que atualizam o combate ao greening nos pomares paulistas
Citricultura ganha estratégia alinhada ao avanço
da doença com novas regras que atualizam o
combate ao greening nos pomares paulistas

São Paulo atualiza estratégia contra o greening

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo atualizou as estratégias de enfrentamento ao greening (HLB) com a publicação da Portaria de Defesa Agropecuária nº 46, de 03 de julho de 2026, que classifica cerca de 75% dos municípios paulistas como áreas de alta incidência da doença, considerada a principal ameaça fitossanitária da citricultura mundial. A nova metodologia utiliza dados dos levantamentos oficiais da Defesa Agropecuária e será revisada anualmente, permitindo que as ações de controle reflitam a realidade epidemiológica de cada região. Nas áreas de alta incidência, a erradicação obrigatória passa a ser exigida apenas para plantas com até três anos de idade, enquanto árvores adultas infectadas poderão permanecer nos pomares desde que submetidas a manejo fitossanitário adequado. Já nos municípios de baixa incidência, permanece a eliminação compulsória de todas as plantas contaminadas, estratégia voltada à contenção da doença. A norma também atualiza as exigências para o transporte interestadual de frutos cítricos, determinando processamento e escovação para eliminar folhas e ramos que possam abrigar o psilídeo, inseto vetor da bactéria causadora do greening. A medida busca ampliar a eficiência do controle sanitário, reduzir os riscos de disseminação e preservar a competitividade da citricultura paulista, principal polo produtor de citros do país.

Brasil amplia exportações pecuárias para a África

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a abertura de novos mercados para a genética pecuária brasileira após a Nigéria autorizar a importação de sêmen suíno e suínos vivos para reprodução, enquanto a Mauritânia habilitou a compra de sêmen bovino, embriões e ovócitos produzidos no Brasil. As autorizações ampliam as oportunidades para empresas de biotecnologia, centrais de inseminação e criadores especializados, além de reforçar o reconhecimento internacional da qualidade sanitária e genética dos rebanhos brasileiros. A expansão também contribui para o desenvolvimento de programas de melhoramento genético nos países importadores e consolida a presença brasileira em um mercado com crescente demanda por tecnologias voltadas ao aumento da produtividade pecuária. Com as novas habilitações, o Brasil amplia sua atuação como fornecedor global de material genético animal de alto valor agregado, alicerçando competitividade às exportações e fortalecendo sua inserção em mercados estratégicos do continente africano.

Câmara aprova crédito para subsidiar diesel

A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1.344/2026, que abre crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para garantir a continuidade da subvenção ao óleo diesel até 31 de dezembro de 2026, medida que agora segue para análise do Senado. Os recursos complementarão o programa instituído pela MP 1.349/2026, criado para reduzir os efeitos da volatilidade do mercado internacional sobre os custos de importação do combustível, em um cenário influenciado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. O subsídio prevê ressarcimento de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores participantes, limitado ao orçamento disponível. A iniciativa busca preservar o abastecimento nacional e reduzir impactos sobre setores altamente dependentes do diesel, como transporte de cargas, transporte público e agronegócio, cuja competitividade está diretamente relacionada aos custos logísticos. A medida também permite adesão facultativa de estados e do Distrito Federal ao programa.

Rio de Janeiro lança plano estadual que integra órgãos públicos para enfrentar seca, estiagem e incêndios florestais
Rio de Janeiro lança plano estadual que integra órgãos
públicos para enfrentar seca, estiagem e incêndios florestais

Plano amplia a prevenção aos incêndios florestais no Rio de Janeiro

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro apresentou o Plano de Contingências Estadual para Seca, Estiagem e Incêndio Florestal, documento que estabelece diretrizes para ampliar a prevenção, o monitoramento e a resposta aos eventos climáticos extremos, especialmente durante o inverno, período de maior risco de ocorrência de incêndios em áreas de vegetação. Elaborado para orientar a atuação integrada dos órgãos que compõem o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil, o plano define protocolos operacionais, responsabilidades e procedimentos para as fases de prevenção, preparação, resposta e recuperação. A estratégia considera os impactos associados ao El Niño, como redução das chuvas, baixa umidade relativa do ar e aumento da propagação do fogo. O documento também institui seis níveis de resposta operacional, definidos a partir de informações do Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ), dos registros de ocorrências, das avaliações de impacto e da capacidade de atendimento dos municípios. Além disso, prevê treinamentos, simulados e capacitação contínua das equipes, consolidando uma política de gestão de riscos ambientais voltada à proteção dos recursos naturais, das atividades produtivas e das comunidades vulneráveis aos efeitos da seca, da estiagem e dos incêndios florestais.

Acervo histórico da Esalq ganha plataforma digital

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) lançará, em outubro, o Portal Luiz de Queiroz, plataforma digital que reunirá cerca de 30 mil documentos históricos digitalizados sobre a evolução do ensino agronômico brasileiro. O acervo integra registros inéditos de cinco coleções da instituição e será apresentado durante a Semana Luiz de Queiroz, ampliando o acesso de pesquisadores, estudantes e profissionais do agronegócio a documentos que retratam a formação da ciência agrária no país. Viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o projeto conta com apoio da iniciativa privada, de entidades ligadas à Esalq e de ex-alunos. Além dos documentos, a plataforma disponibilizará depoimentos de personalidades da pesquisa, da educação e do setor agropecuário, consolidando um ambiente voltado à preservação da memória institucional, à difusão do conhecimento e à valorização da contribuição da Esalq/USP para o desenvolvimento da agricultura brasileira.

Projeto que proíbe foie gras aguarda sanção de Lula

O Projeto de Lei 90/2020, que proíbe a produção e a comercialização de foie gras no Brasil, foi encaminhado ao presidente Lula para decisão sobre sanção ou veto, após concluir sua tramitação no Congresso Nacional. A proposta tem como fundamento o bem-estar animal e busca impedir a utilização da gavage, técnica de alimentação forçada de patos e gansos empregada para aumentar o fígado das aves, prática questionada por organizações de proteção animal devido aos potenciais impactos sobre a saúde e o comportamento dos animais. Entidades do setor defendem que o texto está alinhado aos princípios constitucionais de proteção da fauna e destacam que diversos países já adotaram restrições semelhantes. Caso seja sancionada, a legislação entrará em vigor em todo o território nacional, estabelecendo novas regras para a cadeia produtiva e o comércio do foie gras, encerrando uma discussão legislativa iniciada em 2020.

Programa integra ciência e produtores para desenvolver a apicultura mineira, apostando em inovação para ampliar a competitividade do setor
Programa integra ciência e produtores para
desenvolver a apicultura mineira, apostando em
inovação para ampliar a competitividade do setor

Colmeia Minas aposta em ciência e inovação para transformar a apicultura

O Programa Colmeia Minas foi lançado com a proposta de promover o desenvolvimento da apicultura e da meliponicultura em Minas Gerais por meio da integração entre produtores, cooperativas, universidades, instituições de pesquisa, extensão rural e órgãos públicos. Com planejamento para 10 anos, a iniciativa está estruturada em seis eixos estratégicos, que abrangem governança, inovação, produtividade, capacitação, rastreabilidade, defesa sanitária, sustentabilidade ambiental e bioeconomia, buscando elevar a competitividade da cadeia produtiva. O programa também pretende enfrentar desafios como a mortalidade de abelhas, a baixa profissionalização dos produtores, as fraudes em produtos apícolas e a necessidade de regulamentação da meliponicultura, utilizando a pesquisa aplicada como base para o desenvolvimento de soluções alinhadas às demandas do setor. Atualmente, Minas Gerais reúne cerca de 9 mil produtores, 60 associações e seis cooperativas, cenário que evidencia o potencial da iniciativa para ampliar a qualidade dos produtos, incentivar boas práticas de manejo e consolidar o estado como referência nacional na produção sustentável de mel e demais produtos apícolas.

MAPA autoriza importação de nematoide para pesquisas contra a vespa-da-madeira

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) concedeu um Registro Especial Temporário (RET), com validade até março de 2029, autorizando a importação de 40 mil exemplares do nematoide Deladenus proximus exclusivamente para atividades de pesquisa e desenvolvimento. A iniciativa busca ampliar o conhecimento científico sobre o potencial do organismo como agente de controle biológico da vespa-da-madeira (Sirex noctilio), uma das principais pragas das florestas brasileiras do gênero Pinus. Os estudos serão conduzidos em ambiente controlado para avaliar a eficiência, o comportamento e a viabilidade de utilização do nematoide em programas de manejo integrado de pragas florestais. A medida representa um passo importante para o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à sanidade florestal, contribuindo para a diversificação das estratégias de controle, a redução de perdas econômicas e o fortalecimento da competitividade e da sustentabilidade da cadeia brasileira de base florestal.