Com destaque para certificação, rastreabilidade e novos mercados, maior evento mundial dedicado ao destilado brasileiro reunirá produtores, compradores, fornecedores e especialistas para impulsionar negócios, inovação, qualidade e valorização da cachaça de alambique
A cadeia produtiva da cachaça brasileira voltará a concentrar as atenções do mercado entre os dias 6 e 8 de agosto, durante a 35ª Expocachaça, no Center Minas Expo, à Av. Pastor Anselmo Silvestre, 1495, 4º Andar, União, em Belo Horizonte, MG. Reconhecida como a maior vitrine mundial da cachaça, a feira deverá reunir cerca de 250 expositores de 18 estados, aproximadamente 2 mil marcas e um público estimado em 25 mil visitantes. A expectativa da organização é movimentar cerca de R$ 30 milhões em negócios, impulsionados por lançamentos, parcerias comerciais e abertura de novos mercados.
Mais do que uma exposição de bebidas, a Expocachaça consolidou-se como uma plataforma estratégica para o desenvolvimento da agroindústria da cachaça, reunindo produtores rurais, fabricantes de equipamentos, fornecedores de insumos, distribuidores, pesquisadores, compradores e especialistas. Ao longo de 35 edições, o evento passou a desempenhar papel relevante na profissionalização da cadeia, estimulando inovação, qualificação técnica, acesso a mercados e valorização de um dos produtos mais tradicionais do agronegócio brasileiro.
O crescimento da feira acompanha a evolução do próprio setor, que vem ampliando investimentos em qualidade, identidade territorial, agregação de valor e posicionamento comercial. Minas Gerais permanece como o principal polo da produção nacional, consolidando sua liderança em uma atividade que movimenta milhares de empreendimentos rurais e agroindustriais, além de gerar emprego, renda e oportunidades para pequenos e médios produtores em diversas regiões do estado.

alambiques brasileiros, consolidando Belo
Horizonte como polo de negócios do setor

brasileira e rodadas de negócios aproximam
produtores e compradores internacionais
Certificação amplia transparência e valorização da produção
Os números do Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), demonstram a dimensão econômica da atividade. O Brasil possui 1.266 estabelecimentos registrados, dos quais 501 estão em Minas Gerais, participação equivalente a 39,6% das cachaçarias do país. O estado também reúne 2.492 produtos registrados, representando 34,5% dos rótulos nacionais, evidenciando sua relevância para a produção de cachaças artesanais e de alambique.
Entre os principais anúncios da edição de 2026 está o lançamento do Selo Nacional da Cachaça de Alambique, desenvolvido pela Associação Nacional da Cachaça de Alambique (ANPAQ). A certificação identificará bebidas produzidas em alambique de cobre que atendam aos critérios técnicos estabelecidos pela entidade. O sistema incluirá QR Code, código serial exclusivo e informações sobre origem, produtor e processo de fabricação, ampliando a rastreabilidade e a transparência para consumidores e compradores.
A iniciativa acompanha uma tendência crescente de valorização da origem e da qualidade certificada no mercado de bebidas premium. Rastreabilidade, autenticidade e segurança das informações tornaram-se fatores relevantes para ampliar a competitividade da cachaça brasileira tanto no mercado interno quanto nas exportações, especialmente em segmentos que valorizam produtos com identidade regional e processos produtivos reconhecidos.

cachaça registrada e o turismo rural amplia
oportunidades para produtores de alambique

destacando inovação e sustentabilidade na cadeia produtiva
Inovação, turismo e novos mercados movimentam a cadeia
A programação técnica da Expocachaça reunirá rodadas de negócios, exposição de equipamentos, soluções para alambiques, embalagens, barris, insumos e tecnologias voltadas à produção. Também estarão em pauta sucessão familiar, indicações geográficas, certificações, sustentabilidade, internacionalização e os impactos da reforma tributária, temas considerados estratégicos para a competitividade da cadeia produtiva.
Outro destaque será o avanço das bebidas prontas para consumo (RTDs), das novas estratégias comerciais e do turismo rural vinculado aos alambiques. Esses movimentos refletem a modernização da cadeia da cachaça, que passou a investir em inovação, posicionamento de marca e experiências voltadas ao consumidor, ampliando seu espaço em mercados especializados e de maior valor agregado.
Realizada simultaneamente à 19ª Brasilbier e à 4ª Minas + Doce, a Expocachaça amplia a integração entre agroindústria, gastronomia e turismo. Ao conectar produtores, compradores, pesquisadores e investidores, o evento reafirma Belo Horizonte como um dos principais centros de negócios da cadeia da cachaça e evidencia o potencial econômico de um setor que une tradição, tecnologia, identidade territorial e crescente inserção no mercado internacional.