Evento em Blumenau estreia feira tecnológica, consolida ambiente de inovação para a produção láctea e aposta em governança para ampliar a competitividade das queijarias
A 9ª edição do Prêmio Queijo Brasil integra a programação do Festival Nacional do Queijo, que será realizado entre 23 e 26 de julho de 2026, das 14:00 às 20:00, no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC). A principal novidade desta edição é a criação da Feira Brasileira da Tecnologia do Queijo, iniciativa que amplia o perfil do evento ao reunir fornecedores de equipamentos, insumos e serviços destinados às queijarias e à produção de derivados lácteos.
A nova feira foi estruturada para aproximar produtores, empresas de tecnologia e fornecedores especializados, criando um ambiente voltado à geração de negócios e à difusão de soluções para a indústria artesanal. Além das queijarias, o espaço reunirá tecnologias destinadas à fabricação de manteiga, iogurte, doce de leite e outros derivados, acompanhando a evolução técnica e comercial do segmento.
A organização espera reunir um público altamente qualificado, formado por produtores, técnicos, pesquisadores e empreendedores. Na edição anterior, o festival recebeu mais de 17 mil visitantes, evidenciando o crescimento do interesse pelo setor. A programação também contempla feira de produtos artesanais, oficinas, palestras, cursos e atividades voltadas à capacitação profissional e ao desenvolvimento da cadeia láctea brasileira.

as regiões do Brasil, mostrando a diversidade regional
que marca a produção artesanal brasileira
Concurso amplia categorias e aperfeiçoa critérios técnicos
Reconhecido como o maior concurso brasileiro dedicado aos queijos artesanais, o Prêmio Queijo Brasil consolidou-se desde 2014 como uma referência nacional na valorização da produção láctea. Em 2025, o concurso reuniu 618 produtores de mais de 320 municípios, com 2.291 amostras avaliadas por 140 especialistas, números que demonstram a crescente representatividade da iniciativa em todo o país.
Entre as novidades de 2026 está a criação da categoria Produtos Lácteos, que passa a contemplar oficialmente manteiga, iogurte, ricota, kefir e doce de leite. O regulamento também incorpora a subcategoria queijo tipo feta, acompanhando a expansão desse estilo entre pequenos laticínios brasileiros e refletindo a diversificação da produção artesanal nacional.
Outra inovação relevante será a divulgação dos melhores produtos por unidade da federação, incluindo categorias como Melhor Queijo, Melhor Doce de Leite e Melhor Produto Lácteo. A iniciativa amplia a visibilidade da diversidade regional brasileira e evidencia a riqueza dos diferentes territórios produtores.

Governança, rastreabilidade e qualificação ganham protagonismo
A edição de 2026 também marca um avanço na governança e na credibilidade do processo de avaliação. O concurso passa a adotar uma Cadeia de Custódia para assegurar a rastreabilidade das amostras desde o recebimento até o julgamento, além de protocolos técnicos para tratamento de divergências entre avaliadores, análise de notas extremas e realização de segunda avaliação quando necessária.
O regulamento ainda estabelece critérios específicos para produtos sem registro sanitário, permitindo sua participação, em caráter excepcional, por até três edições consecutivas. Nesses casos, os produtores receberão avaliação sensorial e devolutiva técnica, mas os selos e premiações não poderão ser utilizados comercialmente enquanto a regularização sanitária não for concluída, estimulando a formalização das agroindústrias.
Além da feira tecnológica, o evento contará com espaços para comercialização de queijos, manteigas, doces de leite, iogurtes, cafés, cachaças, chocolates e cervejas artesanais, além da Formação Queijista, oficinas e palestras. Ao reunir inovação, qualificação profissional e oportunidades de negócios, o Festival Nacional do Queijo reforça seu papel como um dos principais pontos de encontro da cadeia brasileira de lácteos, conectando produtores, especialistas e empresas em torno da evolução do mercado.
