Evento contará com 150 exemplares em pista, um marco histórico para a raça, representando o maior volume de exemplares já reunidos em 28 anos de evento
A 28ª Exposição Nacional do Piquira, que inicia hoje e vai até 13 de junho, no Parque de Exposições, à Rua Ernesto Queiroz, em Lagoa Dourada, MG, marca um momento histórico para a raça ao reunir 150 exemplares em pista, o maior número registrado nas últimas edições do evento. O resultado confirma o avanço da criação especializada e demonstra o fortalecimento da raça dentro da equinocultura brasileira, acompanhando o crescimento observado em outros segmentos do setor de equinos.
Em 2026, a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei promoveu uma mudança estratégica ao realizar separadamente as exposições nacionais das raças Pônei e Piquira. A decisão teve como objetivo valorizar as particularidades genéticas, funcionais e produtivas de cada raça, ampliando o espaço para criadores, expositores e investidores. Segundo a entidade, a medida já apresenta resultados concretos, refletidos no expressivo volume de inscrições e na maior participação de criatórios de diferentes regiões do país.

Originário de Minas Gerais, especialmente das regiões do Campo das Vertentes e do Triângulo Mineiro, o Piquira é reconhecido como o menor cavalo marchador do mundo, com altura máxima de 1,30 metro. Atualmente difundida em todo o território nacional, a raça destaca-se pela combinação entre docilidade, rusticidade, resistência física e marcha confortável, características que ampliam sua utilização tanto em atividades esportivas quanto em sistemas produtivos rurais.
Além de sua reconhecida aptidão para a equitação infantil, o Piquira apresenta elevado desempenho funcional nas propriedades rurais. Sua agilidade e capacidade de adaptação permitem atuação eficiente em trilhas, manejo de rebanhos, terrenos acidentados e serviços cotidianos da fazenda. A raça também demonstra versatilidade em modalidades como concursos de marcha, provas funcionais, cavalgadas, salto e charreteamento, consolidando-se como uma alternativa de alto valor agregado para pequenos e médios produtores.

morfologia e marcha são destaques nas avaliações técnicas
A formação genética do Piquira resultou do cruzamento entre éguas nativas de pequeno porte e raças introduzidas durante o período colonial, incluindo Shetland, Crioulo e Mangalarga Marchador. Ao longo das últimas décadas, programas de seleção conduzidos pela associação de criadores contribuíram para o aprimoramento de características morfológicas e funcionais, garantindo um padrão racial consistente e fortalecendo a preservação genética da raça brasileira.
Durante a Nacional 2026, as avaliações de morfologia e marcha serão conduzidas pelos árbitros Júlio César Gomes Marques e Luiz Antonio do Nascimento Júnior, com acompanhamento técnico de Murilo Sérgio Gomes Torres. O evento reforça a importância do Piquira como patrimônio da equinocultura nacional e evidencia o crescente interesse por uma raça que alia eficiência funcional, aptidão esportiva, baixo custo de manutenção e potencial para formação de novos cavaleiros, especialmente no ambiente rural brasileiro.
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