Objetivando integração estratégica entre ciência, mercado e políticas públicas, Embrapa projeta o futuro da agricultura brasileira, reunindo lideranças em debate estratégico para redesenhar o futuro do agro nacional
A Embrapa promove, em 23 de abril, na Embrapa Cerrados, o Seminário Embrapa de Socioeconomia: O futuro da agricultura brasileira, como parte das comemorações institucionais e da programação da Feira Brasil na Mesa. O encontro ocorrerá em formato híbrido, das 10:00 às 18:00, reunindo diferentes elos do setor produtivo em um ambiente técnico voltado à análise estratégica do agro nacional e será transmitido no Canal da Embrapa no Youtube.
A iniciativa propõe uma abordagem sistêmica sobre os vetores de transformação da agricultura brasileira, contemplando desde avanços tecnológicos até pressões geopolíticas e demandas por sustentabilidade. O seminário busca consolidar um espaço qualificado de debate, com participação de especialistas, produtores e gestores públicos, ampliando a compreensão sobre os fatores que impactam a competitividade e a resiliência do setor.
A programação foi estruturada para superar análises conjunturais, priorizando uma visão de longo prazo. Nesse contexto, serão discutidos modelos produtivos mais eficientes, inclusivos e ambientalmente sustentáveis, além de estratégias que fortaleçam a capacidade de inovação e adaptação do agro brasileiro diante de cenários globais dinâmicos.

Socioeconomia aplicada e os desafios da transição produtiva
O seminário enfatiza o papel da socioeconomia como eixo estruturante das decisões no agronegócio contemporâneo. A proposta é analisar como variáveis econômicas, sociais e institucionais influenciam a dinâmica produtiva, orientando políticas públicas e investimentos privados. A integração entre conhecimento científico e realidade de mercado é tratada como elemento central para a evolução do setor.
A agricultura brasileira já ocupa posição estratégica no cenário global, sendo responsável por parcela significativa da produção e exportação de alimentos. No entanto, o desafio atual reside em avançar com maior eficiência, promovendo equilíbrio entre produtividade, conservação ambiental e inclusão social. A transição produtiva exige coordenação entre atores e alinhamento de agendas institucionais.
Ao final do evento, está prevista a consolidação de uma síntese dos debates, incluindo a apresentação de estudos em andamento e a definição de uma agenda prospectiva para 2026. Essa sistematização busca transformar o conteúdo discutido em insumos concretos para planejamento estratégico e formulação de políticas públicas.

Valorização da diversidade alimentar e conexão com o consumidor
Paralelamente ao seminário, a Feira Brasil na Mesa se apresenta como uma vitrine da diversidade agroalimentar brasileira. A proposta é aproximar produção, ciência e consumo, ampliando o reconhecimento da riqueza alimentar nacional e promovendo oportunidades econômicas para diferentes segmentos produtivos, especialmente a agricultura familiar.
A feira evidencia alimentos oriundos de diferentes biomas e sistemas produtivos, destacando o potencial de agregação de valor e inserção em novos mercados. A valorização de produtos tradicionais e regionais contribui para fortalecer cadeias produtivas locais, além de ampliar o acesso do consumidor urbano a alimentos menos conhecidos.
Entre as atrações, destacam-se degustações, feira de produtores e a Cozinha Show, que incorpora saberes culinários tradicionais. Ingredientes como buriti, pequi e produtos do cerrado ganham protagonismo, reforçando a importância da biodiversidade como ativo econômico e cultural.

do cerrado ganham protagonismo, reforçando
a importância da biodiversidade como
ativo econômico e cultural
Ambiente de negócios, inovação e inclusão produtiva
A feira também se posiciona como um espaço estratégico para geração de negócios e articulação institucional. A ApexBrasil promoverá rodadas comerciais no âmbito do programa Exporta Mais Brasil, conectando empresas nacionais a compradores internacionais e ampliando oportunidades no mercado externo.
Além disso, o evento contará com iniciativas voltadas à inclusão socioprodutiva, com destaque para ações coordenadas por órgãos como o Sebrae. O objetivo é estimular o empreendedorismo rural, promover acesso a mercados e fortalecer pequenos e médios produtores, consolidando uma base produtiva mais diversificada e competitiva.
A proposta dialoga com públicos distintos. Para os produtores, oferece acesso a tecnologias e políticas públicas; para o consumidor urbano, amplia o conhecimento sobre a origem dos alimentos e o papel da ciência no sistema alimentar. Essa integração reforça a conexão entre campo e sociedade, elemento essencial para o desenvolvimento sustentável do agro brasileiro.