Levantamento internacional destaca eficiência por vaca em sistemas robotizados superando Estados Unidos e Europa em eficiência e reforçando avanço da pecuária leiteira brasileira
O Brasil alcançou posição de destaque na pecuária leiteira global ao liderar um ranking internacional de produção de leite por vaca, resultado impulsionado pela crescente adoção de tecnologia no campo, automação e gestão de precisão. O levantamento, elaborado pela empresa holandesa Lely, analisou mais de 25 mil fazendas em diversos países que utilizam sistemas automatizados de produção, consolidando o protagonismo brasileiro em eficiência produtiva.
A liderança mundial ficou com a Fazenda Melkstad, no Paraná, que registrou média de 54,5 quilos de leite por vaca ao dia em 2025. Logo atrás, a Fazenda Melkland alcançou 53,1 quilos por animal/dia, reforçando a presença brasileira entre os sistemas mais eficientes do mundo. O desempenho coloca o país à frente de tradicionais referências da pecuária leiteira, como Estados Unidos e importantes produtores europeus.
Os resultados refletem uma transformação estrutural da atividade leiteira nacional, marcada pela maior profissionalização das propriedades rurais e pelo avanço da inovação tecnológica. O desempenho das fazendas evidencia que a alta produtividade depende da integração entre manejo eficiente, gestão de dados, genética, capacitação das equipes e bem-estar animal.

fortalece competitividade e bem-estar animal
impulsiona produtividade nas propriedades

mais modernos do país. Tecnologia fortalece
competitividade da pecuária leiteira nacional
Automação amplia eficiência e competitividade
A evolução da produção leiteira brasileira está diretamente ligada ao uso de sistemas de ordenha robotizada, automação alimentar e monitoramento em tempo real da saúde animal. O uso integrado dessas tecnologias permite maior controle operacional, redução de perdas e tomada de decisões mais precisas, elevando os índices produtivos e a eficiência econômica das propriedades.
Especialistas do setor destacam que a automação, isoladamente, não garante produtividade elevada. O diferencial competitivo está na integração entre tecnologia, nutrição balanceada, conforto térmico, sanidade e rotinas operacionais bem estruturadas. Estudos indicam que fazendas que automatizam ordenha e alimentação podem ampliar em até 7,4% a produção por vaca, além de melhorar a eficiência reprodutiva e a qualidade do leite.
O ranking global da Lely considera a produção média anual por vaca em propriedades que utilizam sistemas robotizados da empresa, permitindo comparações diretas entre diferentes modelos produtivos em escala internacional. O Brasil consolidou presença relevante no levantamento, com 18 produtores entre os 200 melhores do mundo, especialmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Pecuária leiteira brasileira avança em inovação tecnológica

Pecuária leiteira brasileira ganha protagonismo global
O avanço da eficiência produtiva reforça a posição do Brasil entre os maiores produtores de leite do planeta e demonstra a rápida modernização da cadeia leiteira nacional. Além do aumento do volume produzido, o setor vem ampliando a produtividade individual dos animais, fator considerado estratégico para reduzir custos e aumentar competitividade internacional.
Produtores e técnicos apontam que o sucesso das propriedades brasileiras resulta de um modelo integrado, baseado em gestão profissional, suporte técnico especializado, genética de alta performance e uso inteligente da tecnologia. O cuidado com o bem-estar animal também ganhou protagonismo, sendo tratado como elemento central para sustentabilidade produtiva e desempenho zootécnico.
A liderança brasileira no ranking internacional evidencia uma mudança consistente no perfil da agropecuária nacional. A combinação entre inovação, gestão e eficiência operacional consolida a pecuária leiteira brasileira como referência mundial em produtividade, mostrando que o investimento em tecnologia e qualificação pode transformar o desempenho econômico do setor no longo prazo.