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Cafeicultura – Inteligência artificial ajuda a colher na hora certa

Café colhido na peneira

A startup Adroit Robotics iniciou um projeto financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para a aplicação da tecnologia Leafsense na cultura do café

O objetivo é possibilitar a detecção do ponto de maturação dos frutos e presença de pragas utilizando sensores, visão computacional e softwares inteligentes, permitindo a total automatização e aplicação em escala comercial nos cafezais.

Com o monitoramento contínuo e automático da evolução de lavouras da cultura, os cafeicultores poderão tomar decisões de manejo mais rápidas e assertivas.

O projeto

Serão utilizados sensores capazes de coletar imagens de alta resolução, montados nos tratores e máquinas agrícolas durante suas operações normais de manejo, de forma a garantir periodicidade e automatização no monitoramento. Os dados coletados serão enviados, processados e disponibilizados para o cafeicultor rapidamente.

Poderão ser detectadas anomalias de crescimento e produtividade, que podem ser indícios de deficiência de nutrientes ou pragas como a ferrugem, cercosporiose, bicho mineiro, ácaro vermelho e outras, comuns à cultura. Conhecendo-se o foco de tais anomalias, os cafeicultores podem tomar ações mais precisas e em fases ainda precoces, permitindo maior eficiência no uso de insumos e melhor controle no alastramento de pragas.

Momento certo de colher

Este momento diz respeito ao estágio de maturação dos frutos, importante parâmetro na qualidade do café. Conhecendo-se esse grau de maturação é possível determinar o melhor período para a colheita, bem como configurar o maquinário de modo que eles extraiam apenas os grãos maduros.

A tecnologia Leafsense torna a decisão mais assertiva a cada safra e utilizando a inteligência artificial da startup, o cafeicultor, além de conseguir precisar a hora correta de colher cada ponto do cafezal, formará um rico banco de dados, fornecendo datas e confirmando os períodos mais críticos de colheita. Segundo os pesquisadores, a ferramenta deve proporcionar de 30% a 40% mais qualidade no café colhido.

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