O evento amplia protagonismo e consolida o Brasil como hub estratégico do mercado global de vinhos, impulsionando o setor vitivinícola nacional com negócios, internacionalização e novos terroirs
A Wine South America 2026 tem sua próxima edição confirmada entre os dias 12 e 14 de maio de 2026, no Fundaparque, à Alameda Fenavinho, 481, Fenavinho, em Bento Gonçalves, reconhecida como a capital brasileira do vinho, das 13:00 às 19:00. Consolidada como uma das principais plataformas de negócios do setor vitivinícola na América Latina, a feira mantém foco exclusivo em profissionais do mercado, reunindo varejistas, importadores, distribuidores e supermercadistas em um ambiente altamente orientado à geração de negócios qualificados.
A edição de 2026 projeta a participação de mais de 400 marcas nacionais e internacionais, com cerca de 5 mil rótulos provenientes de mais de 20 países, além de uma expectativa de aproximadamente 2 mil reuniões comerciais ao longo dos três dias de evento. Esse volume reforça o posicionamento da feira como um ambiente estratégico para antecipação de tendências, construção de parcerias e expansão de mercado, especialmente em um período sazonal relevante para o consumo de vinhos, como o inverno brasileiro.
O desempenho recente do mercado nacional sustenta esse crescimento. Dados da Ideal BI Consulting indicam expansão de 7% no primeiro trimestre de 2025, com comercialização de 82,5 milhões de litros, impulsionada principalmente pelo avanço das importações. A projeção de faturamento superior a R$ 22 bilhões em 2025 evidencia a crescente maturidade e relevância econômica do setor vitivinícola no Brasil, fortalecendo o papel da feira como catalisadora de negócios.

Internacionalização e diversificação de origens
A edição de 2026 será marcada por um avanço consistente na internacionalização, com ampliação da presença de países tradicionais e a inclusão de novos participantes. Itália, Portugal, França, Espanha, Chile e Argentina mantêm protagonismo, enquanto mercados como Nova Zelândia e Alemanha estreiam, e a África do Sul retorna, ampliando significativamente a diversidade de origens e estilos disponíveis ao mercado brasileiro.
O crescimento da participação italiana merece destaque, com expectativa de ocupação de um corredor completo na feira, evidenciando o interesse estratégico pelo mercado brasileiro. Portugal também amplia sua atuação institucional com a estreia da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, reforçando o posicionamento de seus produtos junto ao público profissional, com foco em atributos como versatilidade, frescor e identidade regional.
A realização da feira na Serra Gaúcha fortalece
não apenas as vinícolas nacionais, mas todo
o setor vitivinícola brasileiro, conectando
a região a compradores de todo o mundo
Outros mercados, como a Grécia, ampliam presença, enquanto o Cone Sul mantém trajetória de crescimento consistente, consolidando sua competitividade regional. Esse cenário reforça a feira como um ponto de convergência global, onde diferentes origens disputam espaço em um mercado consumidor cada vez mais sofisticado e aberto à experimentação, ampliando oportunidades comerciais e intercâmbio técnico.

Evolução da vitivinicultura brasileira e novos terroirs
Paralelamente à internacionalização, a feira evidencia o avanço qualitativo e a diversificação geográfica da produção nacional, reunindo vinícolas de múltiplas regiões além da tradicional Serra Gaúcha. Estados como Santa Catarina, Bahia, Goiás, Espírito Santo e Pernambuco passam a ganhar maior visibilidade, refletindo a expansão dos chamados novos terroirs brasileiros.
A edição anterior já indicava essa tendência, com a participação de aproximadamente 200 marcas nacionais, abrangendo regiões como Campanha Gaúcha, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra, Serra Catarinense, Vale do São Francisco, Cerrado Goiano e Serra da Mantiqueira. Esse movimento demonstra a capacidade de adaptação e inovação da vitivinicultura brasileira, que explora diferentes condições climáticas e edafoclimáticas para diversificar sua produção.
A WSA permite diversificar a distribuição e
alcançar regiões que normalmente não
são acessados. As rodadas de negócios são
um destaque para novos contatos
Entre os players consolidados, destacam-se vinícolas como Casa Valduga, Miolo e Aurora, além de cooperativas e associações setoriais que reforçam a organização da cadeia produtiva. A presença simultânea de grandes marcas e produtores emergentes evidencia um ecossistema dinâmico, com forte potencial de crescimento e agregação de valor.

Ambiente de negócios, inovação e enoturismo
Ao longo de três dias, a feira deve concentrar milhares de interações comerciais, consolidando-se como um hub de negócios que integra produção, distribuição e consumo. A programação inclui palestras técnicas, masterclasses, rodadas de negócios, degustações orientadas e painéis sobre tendências, promovendo a difusão de conhecimento e a atualização profissional em toda a cadeia vitivinícola.
A edição de 2025 já havia estabelecido um marco relevante, com crescimento de 20% no número de marcas expositoras, mais de R$ 100 milhões em negócios gerados e a presença de 7 mil compradores de 19 países. Esse histórico reforça a expectativa de expansão para 2026, sustentada por um ambiente econômico favorável e pela crescente atratividade do mercado brasileiro.
A cada edição, a Wine South America cresce
em relevância para os principais players do
setor, com o compromisso de oferecer um
ambiente estratégico para negócios
Além do impacto econômico direto, o evento fortalece o posicionamento de Bento Gonçalves como polo estratégico de enoturismo. A possibilidade de visitas técnicas a vinícolas e experiências gastronômicas complementa a agenda de negócios, criando um ambiente propício à construção de relacionamentos de longo prazo. Nesse contexto, a integração entre turismo, produção e comercialização amplia o valor agregado do setor e fortalece sua competitividade internacional.

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