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Porco caipira! Uma criação com lucro alto! Quer saber como?

Porca pastando em piquete
Com opções de estrutura e alimentação de baixo custo, criação pode ter alta rentabilidade!
 
O manejo do animal em propriedades de poucos hectares, sítios ou chácaras pode ser uma fonte de renda para o pequeno criador ou agricultor familiar, se ele focar no comércio de produtos e subprodutos da criação para consumidores próximos de sua produção. As vendas de exemplares, de banha ou de carne são, em geral, os principais objetivos da engorda de suínos.
 
A primeira dica com relação a custos de produção é que a disponibilidade de piquetes com boas condições de vegetação, secos e sem áreas úmidas ou alagadiças é um bom começo e sinaliza a possibilidade de uma atividade que requer poucos cuidados e com baixos investimentos.
 
Além de ser fácil de lidar, o porco caipira tem a seu favor a capacidade de enriquecer a terra onde vive, pois, com o hábito de remover o solo, ele possibilita a introdução de adubo em camadas mais profundas e a restituição de elementos de valor para a fertilidade. Seus dejetos contribuem para esse processo. E você estará contribuindo para o meio ambiente, não despejando os dejetos dos suínos em rios e córregos. 

Vamos ao trabalho!

Raças e precocidade. A Piau de alta rusticidade gera número elevado de leitões por parto e tem dupla aptidão, fornecendo carne e banha.

A Nilo-canastra é indicada para o sistema de engorda a campo. Rústica, boa mãe, tem de seis a oito filhotes por ninhada e produz muita banha e toucinho.

A Piratininga adapta-se bem em pastoreio e em pocilgas. Tem bom rendimento em gordura e dotada de toucinho de excelente qualidade.
 
O porco da raça Caruncho é o que pesa menos e mais de fácil aceitação em relação à variedade de alimentos, embora seja grande produtor de banha.

Ambiente. Os suínos são animais robustos e podem se adaptar a diferentes climas, porém, não é recomendável que o ambiente tenha temperatura e umidade do ar elevadas. Em locais frios, é recomendado utilizar cortinas nas instalações e, em lugares quentes, equipamentos de ventilação. Em piquetes, é importante haver sombreamento, que pode ser fornecido com o plantio de árvores. 

Estrutura. Pode ser uma pocilga ou chiqueiro erguido com materiais existentes na propriedade ou utilizando uma construção ociosa no local. Para que não seja exposto à insolação e tenha bom arejamento, certifique-se de que esteja voltado para a direção leste-oeste.

É recomendável que o terreno tenha um certo declive, para facilitar a drenagem da água e a movimentação dos porcos. Utilize piso de cimento com pequena inclinação, sem ser muito áspero ou liso, para evitar escorregões ou desgaste dos cascos.

Alimentação. Este aspecto pode envolver até 80% do total dos investimentos. Por isso deve ser muito bem planejada e estabelecida de acordo com a idade, fase da criação e finalidade dos animais.
 
Para reduzir gastos com os alimentos, o produtor pode produzir milho ou outro ingrediente na propriedade e obter produtos alternativos em substituição ao milho e ao farelo de soja. O acesso dos animais a pastagens também contribui para o bom resultado da atividade.

Reprodução. Deve ser iniciada com a aproximação das fêmeas e do reprodutor, a partir do segundo ou terceiro cio. Deve ser realizada em áreas separadas.
Junte os animais somente para cobertura. Recomenda-se fazer duas a três coberturas por cio, com intervalo de 12 horas. Depois de 114 dias de gestação, nascem de 7 a 12 leitões, que desmamam entre 30 e 45 dias. A ração deve ser introduzida desde os 10 dias.
 
Com estas e mais algumas medidas que você pode criar dentro de suas possibilidades e oportunidades que o terreno lhe oferece, é possível alcançar o êxito na criação.

NÃO ESQUEÇA! Os animais precisam ser de boa genética e procedência, condição fundamental para obter os benefícios da rapidez com que os porcos se multiplicam e atingir plantéis uniformes, de elevada precocidade, com grande rendimento.

E ATENÇÃO! Caso algum animal mostre sinais de doença, isole-o imediatamente!

Apesar de resistentes, a administração de vermífugos periodicamente, e de acordo com o peso vivo, é necessária, devido ao contato que têm com o solo.
 
O acompanhamento de um médico-veterinário é importante para orientar sobre as vacinas exigidas.

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