CAMPO -  A importância dos trabalhadores rurais brasileiros

Manchetes da semana - 05 a 11-08-2023

Aqui você encontra em notas as últimas e mais importantes notícias semanais do agronegócio nacional e internacional

Brasil conquista novo mercado para exportação de carnes

Após as negociações realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) junto à Singapure Food Agency (SFA), o Brasil conquistou um novo mercado para produtos agropecuários. Com as propostas de ajustes no Certificado Sanitário Internacional (CSI), os estabelecimentos brasileiros já podem ser habilitar para exportação de carne bovina e carne suína processadas. Singapura foi o sétimo destino das exportações brasileiras em 2022. Os produtos cárneos são o segundo principal grupo de exportados para o país, representando 7% do total (sendo produtos aviários 4%, suínos 2% e bovinos 1%). No ano passado as exportações para Singapura atingiram recorde e chegaram a U$ 8,3 bilhões. Poderão ser exportadas carnes bovinas e suínas processadas, não submetidas à esterilização comercial, após a acreditação do estabelecimento pela SFA. Agora são 26 mercados abertos para diferentes produtos da agropecuária brasileira somente neste ano.

Setor de máquinas e equipamentos agrícolas deve crescer 22% até 2026

O setor nacional de máquinas e equipamentos agrícolas deve crescer 22% e registrar mais operações de fusões e aquisições (M&A) nos próximos três anos, segundo projeção realizada pela Redirection International, consultoria especializada em fusões e aquisições e desenvolvimento corporativo. O estudo, feito a partir de modelos econômicos e estatísticos e com base em dados oficiais, aponta que as vendas do setor devem passar de 71 mil unidades em 2023 para 86,4 mil em 2026. O levantamento destaca que o crescimento da população e da demanda por alimentos, o aumento da rentabilidade e da inovação no campo, a escassez de mão-de-obra e a expansão da agricultura de precisão e da mecanização são os principais fatores que devem impulsionar o setor nos próximos anos.

Produção de azeite de oliva no Rio Grande do Sul aumenta 29%

A produção de azeite de oliva na safra 2022/2023 no Rio Grande do Sul aumentou 29% em relação à safra passada. Foi de 448.500 litros para 580.228 litros, segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). Atualmente, 340 produtores plantam oliveiras em 6.200 hectares do Estado. A área em idade produtiva (quatro anos ou mais) é de 4.300 hectares.

Salames artesanais expostos no Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer
Salames artesanais expostos no Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer

Pavilhão da Agricultura Familiar terá o maior número de expositores da história da Expointer

Um dos espaços mais procurados nas grandes feiras do Estado, o Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) apresentará na Expointer um novo recorde de expositores. A lista completa inclui 372 empreendimentos selecionados, de 174 municípios, que estarão distribuídos em 338 estandes e sete cozinhas. São pelo menos 35 empreendimentos a mais do que no ano passado, quando 337 estiveram presentes. Outro dado que chama a atenção é o número de empreendimentos liderados por jovens e mulheres. Em 2023, os jovens estão à frente de 87 empreendimentos e as mulheres comandam 148.

Cesta básica tem queda em 13 capitais em julho

Em julho, o valor da cesta básica caiu em 13 das 17 capitais brasileiras que participam da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As quedas mais importantes no custo da cesta ocorreram no Recife (-4,58%), em Campo Grande (-4,37%), em João Pessoa (-3,90%) e em Aracaju (-3,51%). A única capital a apresentar alta foi Porto Alegre, com aumento de 0,47%. Já em Salvador (0,03%), Brasília (0,04%) e Fortaleza (0,05%) foi observada relativa estabilidade.

Veja algumas profissões em destaque com vagas no agronegócio

Mercado de trabalho no agronegócio cresce e tem dificuldade em encontrar profissionais especializados em novas tecnologias. E o número de vagas de trabalho no setor só tende a crescer, no entanto, o mercado tem dificuldades em preencher algumas vagas devido à falta de profissionais capazes de lidar com as novas tecnologias no campo, como máquinas autônomas, telemetria e softwares de Business Intelligence (BI) dentre outros. As cinco carreiras mais promissoras da área são: Técnico em agropecuária; Engenheiro Agrônomo; Médico Veterinário; Zootecnista; Técnico em Agronegócio.

Fazendeiro que ameaçou ‘dar tiro’ em Lula é preso pela PF

A Polícia Federal prendeu esta semana o fazendeiro Arilson Strapasson, do Pará, suspeito de ter ameaçado de morte o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou o Estado. A prisão foi em Santarém. O inquérito foi aberto depois que uma das testemunhas comunicou à polícia. Com ele, a PF também obteve um comprovante de compra e venda de um imóvel no valor de R$ 2,5 milhões. Após a audiência de custódia, foi concedida liberdade provisória ao acusado. O fazendeiro bolsonarista confessou ainda ter contribuido por cerca de dois meses financiando os acampamentos em frente ao exército após as eleições com a ajuda de R$ 1 mil por dia. Além disso, Strapasson já foi autuado pelo Ibama e levou multas de R$ 625 mil por desmatamento na Amazônia. Outro crime cometido pelo bolsonarista seria o de garimpo ilegal na Floresta Amazônica.

Florestas plantadas

Paraná cria grupo técnico para proteger seus cultivos florestais

A madeira representa o terceiro produto de exportação do agronegócio paranaense, com área total plantada superior a 1,1 milhão de hectares, que produz, em média, 116,6 m3/dia. O setor emprega mais de 100 mil pessoas nas 5.680 empresas do segmento. Para preservar esse patrimônio, foi instituído o Grupo Técnico de Defesa Florestal (GT-Deflo), que une entidades públicas e privadas. O grupo terá como função estabelecer diretrizes e ações de controle, monitoramento, prevenção e erradicação de pragas florestais que possam colocar em risco esse segmento de interesse econômico para o Estado.

Funcionários do Incra são alvo de operação da PF

A Polícia Federal (PF) fez operação para investigar um grupo que falsificava e transferia, de forma fraudulenta, terras públicas da União para supostos proprietários particulares. O esquema desmontado por agentes federais contava com apoio de dois servidores do Incra do município de Itaituba, no Pará. Ao todo foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. Além dos dois servidores federais, um corretor de imóveis, filho de um ex-titular do cartório de registro de imóveis na cidade, também foi alvo da operação. As investigações começaram após funcionários de um cartório de registros de imóveis suspeitarem das assinaturas e da formatação de documentos do Incra, durante uma tentativa de transferência de imóvel público para o nome de terceiros. O cartório avisou e o instituto confirmou que os documentos eram realmente falsos. O grupo já atuava há vários anos e o esquema funcionava na própria sede do Incra em Itaituba.

Brasil rejeita imposição de regra ambiental pela UE

O governo do Brasil acredita que as novas regras da União Europeia que proíbem produtos provenientes de áreas de desmatamento são “uma afronta” às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). As regras da UE entraram em vigor em junho e estabelecem restrição a produtos a partir de dezembro de 2024, dando ao Brasil e a outros exportadores tempo para se adaptarem. Segundo o Mapa, os registros mostram que apenas 2% dos agricultores brasileiros cometem crimes ambientais, enquanto o restante cumpre as regras e deve ser reconhecido. Para o Mapa, se a UE continuar sem reconhecer os esforços do Brasil para proteger o meio ambiente, o país terá que trabalhar para fortalecer as relações comerciais com outros parceiros comerciais e desenvolver novos mercados.

Produtos da floresta

Exportações amazônicas têm potencial de crescimento

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o comércio de mercadorias compatíveis com o uso florestal sustentável e aceitos internacionalmente tem o potencial de movimentar, em todo o mundo, cerca de US$ 150 bilhões. Dos cerca de US$ 334 bilhões que o Brasil exportou no ano passado, o Norte exportou US$ 28 bilhões, dos quais US$ 21 bi saíram do Pará. Parece muito, mas se comparado aos US$ 334 bilhões totais, é muito pouco. A mesma coisa para o Nordeste, que exportou US$ 27 bi.

Governo anuncia maior indústria de fertilizantes da América Latina

Em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, a Petrobras comunicou que irá retornar ao setor de fertilizantes no Brasil. Com isso, a estatal deve retomar em breve a operação da fábrica de fertilizantes nitrogenados do Paraná e também dar continuidade às obras de construção da UFN3 em Três Lagoas, MS, interrompidas em 2014, com 82% de conclusão. A unidade, assim que pronta, terá capacidade de produção é de 3,2 mil toneladas de ureia, ou seja, a maior indústria de fertilizantes da América Latina. O investimento bilionário representa não apenas a revitalização da fábrica, mas também sinaliza um novo impulso para a indústria de fertilizantes no Brasil.

Ministério vai incentivar a restauração florestal produtiva

O Ministério do Desenvolvimento Agrário apresentou à Embrapa a proposta para incentivar a restauração florestal produtiva. De acordo com ministério, a ideia é iniciar o projeto pelo Pará. Segundo proposta, em territórios compostos por 50 famílias, deve funcionar uma estrutura composta por um espaço de socialização do conhecimento, um viveiro comunitário de mudas e uma unidade de referência tecnológica com arranjos de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Articulada pelo trabalho da assistência técnica, essa estrutura fomentaria a implantação de SAFs, agricultura e restauração de florestas para as famílias do território. Nesse trabalho, caberia à Embrapa contribuir na transferência de tecnologias sustentáveis de produção e na formação de técnicos e agentes multiplicadores.

Logo do Pac

Governo apresenta novo PAC a parlamentares

O novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem previsão de R$ 240 bilhões em recursos públicos federais para os próximos quatro anos. Os fundamentos do programa foram apresentados aos líderes do Congresso. Além dos recursos do orçamento da União, o novo PAC contará com recursos das estatais, financiamento dos bancos públicos e do setor privado, por meio de concessões e parcerias público-privadas. O total investido deverá chegar a R$ 1 trilhão em quatro anos, incluindo os investimentos da Petrobras. Os grandes investimentos estruturantes já foram propostos pelos estados e os ministérios também discutiram seus programas estruturantes, o que compõe a primeira etapa do PAC. Uma outra rodada deverá acontecer em setembro, a partir de um chamamento de propostas a serem apresentadas por estados e municípios.

BID e BNDES vão investir em negócios na Amazônia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) assinaram carta de intenções com o objetivo de implementar o Programa de Acesso ao Crédito para Micro, Pequenas e Médias Empresas e Pequenos Empreendedores (Pró-Amazônia), que investirá R$ 4,5 bilhões. O objetivo é proporcionar crédito mais comprometido com a geração de emprego, renda e alternativas para uma economia sustentável, criativa, de inovação e uma economia que mantenha a floresta em pé, gerando pesquisas e produtos que desenvolvam uma bioeconomia.

Real digital se chamará Drex

Moeda virtual que equivalerá ao dinheiro em circulação, o real digital se chamará Drex, confirmou o Banco Central (BC). O nome foi confirmado live semanal da autoridade monetária no YouTube. Segundo o BC, cada letra do real digital equivale a uma característica da ferramenta. O “D” representar a palavra digital; o “R” representa o real; o “E” representa a palavra eletrônica; e o “X” passa a ideia de modernidade e de conexão, além de repetir a última letra do Pix, sistema de transferência instantânea criado em 2020. O Drex, informou o BC, facilitará a vida dos brasileiros. A solução, anteriormente referida por Real Digital, propiciará um ambiente seguro e regulado para a geração de novos negócios e o acesso mais democrático aos benefícios da digitalização da economia a cidadãos e empreendedores.

Presidentes no final da Cúpula da Amazônia
Presidentes no final da Cúpula da Amazônia

Comunicado conjunto da Cúpula da Amazônia pede vantagens a produtos florestais sustentáveis

Os países participantes da Cúpula da Amazônia divulgaram comunicado conjunto com as considerações finais do encontro. Intitulado “Unidos por nossas Florestas: Comunicado Conjunto dos Países Florestais em Desenvolvimento em Belém”, o documento reitera diversos compromissos voltados à pauta ambiental e pede vantagens a produtos florestais sustentáveis nos mercados dos países desenvolvidos. Reforçou-se o entendimento de que o acesso preferencial para esses produtos será importante para alavancar economicamente os países em desenvolvimento. O documento reitera compromissos voltados à preservação das florestas, à redução das causas do desmatamento e da degradação florestal, bem como à conservação e valoração da biodiversidade. Reforça também compromissos em favor de uma transição ecológica justa, partindo da premissa de que as florestas têm papel relevante para o desenvolvimento sustentável e para os desafios contemporâneos globais – o que inclui comunidades locais como povos indígenas. Manteve-se a preocupação com o não-cumprimento, por parte de alguns países desenvolvidos, de suas metas de mitigação, relembrando a necessidade dos países desenvolvidos de liderar e acelerar a descarbonização de suas economias. O documento ainda propõe como meta, atingir neutralidade de emissões antes de 2050. O presidente Lula destacou que os US$ 100 bilhões anuais prometidos, desde 2009, pelos países ricos para o financiamento climático de países em desenvolvimento já não são suficientes. Lula enfatizou que quem tem as maiores reservas florestais e a maior biodiversidade merece maior representatividade no Fundo Global.

Brasil questiona pedágio cobrado pela Argentina em hidrovia

O governo brasileiro está questionando o pedágio cobrado desde o início do ano pelo governo da Argentina na hidrovia Paraguai-Paraná. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, todos países que fazem parte do Acordo da Hidrovia Paraguai-Paraná afetados pelo pedágio estão questionando a legalidade da cobrança. No entendimento do Brasil, da Bolívia, do Paraguai e do Uruguai, o governo argentino não foi capaz de demonstrar, até o momento, constituir pedágio pelo ressarcimento de serviços efetivamente prestados na hidrovia. Recentemente, um rebocador de bandeira paraguaia, propriedade de subsidiária paraguaia de empresa brasileira foi retido na hidrovia. Para o Itamaraty, o evento é preocupante, pois contraria a liberdade de navegação e a segurança jurídica.

Mapa conquista abertura de dois mercados na República Dominicana

Após um processo que incluiu a revisão de certificados e auditorias in loco, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a conquista de mais dois mercados para a comercialização da proteína animal brasileira. Carnes bovinas e suínas já podem ser exportadas para a República Dominicana. O país é a segunda maior economia da América Central e Caribe. De acordo com o Mapa, o mercado é de cerca de 120 mil toneladas de importação anual.

Ferrovia

Novo PAC deve triplicar investimentos em infraestrutura

O governo federal lançou a terceira edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com o desafio de focar em obras de infraestrutura que promovam a sustentabilidade, o Novo PAC deve prever investimentos públicos federais de R$ 240 bilhões para os próximos quatro anos em áreas como transportes, energia, infraestrutura urbana, inclusão digital, infraestrutura social inclusiva e água para todos. Outras áreas como defesa, educação, ciência e tecnologia também devem estar incluídas no novo programa.

Preços dos alimentos devem registrar em agosto a maior queda em 24 anos

Os preços dos alimentos no Brasil iniciaram o mês de agosto com uma queda de 1,4%. Se essa tendência de redução se mantiver durante todo o mês, o Brasil terá a maior queda mensal nos preços alimentícios desde maio de 1999. Esses dados foram divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A inflação dos alimentos em 2023 registra apenas 0,23% nos primeiros meses deste ano, com um acumulado de 1,84% nos últimos 12 meses. É uma inversão total ao que aconteceu no governo de Jair Bolsonaro. Desde o início de 2019, quando muitos produtos alimentícios começaram a apresentar aumentos significativos, a inflação média dos alimentos permaneceu em torno de 57%, penalizando sobretudo a população mais pobre. Esse índice é notavelmente superior à inflação geral de 32% no mesmo período, conforme apontado pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fipe.

Bloomberg destaca que a montadora BYD no Brasil simboliza alianças econômicas em transformação

A agência de notícias Bloomberg publicou reportagem sobre a reativação da antiga fábrica Ford, na Bahia, pela montadora chinesa BYD, maior fabricante de carros elétricos da China. Quando a fábrica for reaberta ainda este ano, ela se tornará a operação de veículos elétricos mais extensa da BYD fora da Ásia. Para a agência de notícias, a ressurreição da antiga fábrica da Ford representa as grandes ambições industriais do governo brasileiro, enfatizando que a mudança demonstra a perda de poder geopolítico dos Estados Unidos, que há muito desempenham esse papel em mercados emergentes, como o Brasil, e agora estão ameaçados com uma humilhante perda de influência global. A China está fazendo investimentos relacionados a veículos elétricos no Chile, Argentina e Brasil; construindo fundições e fábricas de baterias na Indonésia; e minerando lítio na África.

Grãos

Safra baterá novo recorde

A estimativa para a produção de grãos na safra 2022/23 é de 320,1 milhões de toneladas, um incremento de 17,4%, o que representa um volume de 47,4 milhões de toneladas a mais que o volume colhido no ciclo passado. Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse resultado é reflexo da combinação dos ganhos de área e de produtividade das lavouras. Enquanto a área apresenta uma alta de 5% em relação à safra 2021/22, chegando a 78,3 milhões de hectares, a produtividade média registra uma elevação de 11,8%, saindo de 3.656 quilos por hectare para 4.086 kg/ha.