Galinha de 15 anos entra para o Guinness

Uma galinha criada como animal de estimação nos Estados Unidos tornou-se um caso raro de longevidade avícola ao conquistar reconhecimento oficial do Guinness World Records. Chamada Gertie, a ave alcançou a marca de 15 anos e 100 dias de vida, tornando-se a galinha viva mais velha do mundo com registro validado em novembro de 2025. Pertencente à raça ornamental Golden Sebright e criada desde o nascimento pelo artista Frank Turek, em Portland, Oregon, a ave deverá completar 16 anos em julho, consolidando um feito considerado excepcional para a espécie.

A trajetória de Gertie começou em 2010, quando Turek adquiriu um lote de pintinhos enviados por uma empresa especializada poucos dias após a eclosão. Desde os primeiros meses, a ave se destacou pela plumagem diferenciada e pelo comportamento dominante dentro do galinheiro. Ao longo dos anos, tornou-se uma figura central no plantel, convivendo com diversas gerações de aves. O caso chama atenção porque a expectativa média de vida das galinhas domésticas normalmente varia entre cinco e dez anos, dependendo de fatores como genética, alimentação, manejo sanitário e proteção contra predadores.

A raça Sebright, desenvolvida no Reino Unido durante o século XIX, é reconhecida mundialmente pelo porte reduzido e pelas características ornamentais. Embora seja classificada como uma galinha anã, Gertie assumiu posição de liderança no grupo e manteve comportamento ativo durante grande parte da vida. O caso reforça o interesse crescente por raças ornamentais e evidencia como fatores relacionados ao bem-estar animal, manejo adequado e ambiente protegido podem influenciar positivamente a longevidade das aves mantidas em sistemas domésticos.

O dono Frank Turek segura Gertie, a galinha mais velha do mundo, segundo o Guinness World Records, em sua casa em Portland. Gertie completa 16 anos em julho
O dono Frank Turek segura Gertie, a galinha mais velha
do mundo, segundo o Guinness World Records, em sua
casa em Portland. Gertie completa 16 anos em julho

Com o avanço da idade, Gertie passou a apresentar limitações típicas do envelhecimento. Em 2024, perdeu a visão e começou a enfrentar dificuldades de locomoção, especialmente para acessar os poleiros. Após sofrer agressões de aves mais jovens, seu tutor optou por transferi-la para dentro da residência. Atualmente, ela vive em um espaço adaptado na sala da casa, onde recebe acompanhamento constante e permanece protegida das disputas comuns observadas em grupos de galinhas mantidas em convivência coletiva.

Mesmo em idade avançada, a ave continua demonstrando interação com os moradores da residência. Segundo relatos do tutor ao Guinness World Records, Gertie responde ao ouvir seu nome, emite sons suaves ao reconhecer a presença do proprietário e chega a reagir a músicas, especialmente apresentações de jazz. O comportamento reforça a importância do vínculo entre criadores e animais, tema cada vez mais discutido em estudos relacionados ao bem-estar animal e à criação responsável de aves domésticas.

A iniciativa de registrar o recorde surgiu após a publicação de uma fotografia da galinha em uma comunidade de criadores nas redes sociais. Embora detenha atualmente o título de galinha viva mais velha do mundo, Gertie ainda está distante do recorde absoluto de longevidade da espécie, pertencente à galinha Muffy, que viveu 23 anos e 152 dias. Ainda assim, sua história destaca a relevância de fatores como proteção, alimentação adequada, cuidados contínuos e manejo humanizado, elementos que contribuem diretamente para aumentar a qualidade e a expectativa de vida do animal doméstico.

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