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Traíra (Hoplias malabaricus) fisgada em isca artificial

Um peixe muito apreciado pelos pescadores brasileiros, tanto pela sua carne quanto pela sua característica de brigador, esportivo

Todo pescador adora uma traíra (Hoplias malabaricus)! Ela pode ser encontrada em todas as regiões do Brasil. É um peixe voraz, agressivo. Sua capacidade de viver em águas salobras e com pouco oxigênio é grande, o que favorece sua capacidade de caça e possibilidades de alimentação. Buscamos dicas com os pescadores mais experientes e que já pegaram “trilhões de traíras gigantes”… Ah, como gostam de aumentar, estes pescadores… Agora, é só jogar a linha e esperar… 

1-Procure locais em com águas mais protegidas como de lagos, represas, brejos, remansos e rios, tendo preferência por barrancos com vegetação. Mas águas com um pouco mais de velocidade não podem ser dispensadas. Desembocadura de córregos e ribeirões são pontos em que elas gostam de ficar. 

2- Para que a linha não arrebente, use um empate de aço flexível de 10 lb e aproximadamente 12 cm de comprimento com iscas ‘soft’ (minocas, salamandras etc). Anzóis maiores (4/0 e 5/0) facilitam na hora de ferrar traíras de grande porte. 

3- Ao usar spinnerbaits e buzzbaits, procure os que têm contraste com a cor da saia da isca. Amarre com linha de multifilamento e cole o local onde a linha é presa para que a isca fique um pouco mais resistente. 

4- Se o anzol ficar bem preso na boca do peixe, use o alicate de contenção e outro de bico para extraí-lo. Jamais tire a atenção dos dentes da traíra. Um pequeno desvio de olhar ou um pequeno aliviar de pressão nos dedos é o bastante para que o peixe se contorça, podendo causar sérios acidentes com os anzóis ou as garateias. 

5- Pesca de caiaque. Utilize as costas do seu remo para cortar suas iscas. Assim você dispensa o uso de um objeto cortante e leva menos peso.

Traíra na mão do pescador - Foto: Fábio Stella - http://www.amantesdapescaamadora.com/

6- Não fique descalço na embarcação! Uma traíra pode surpreendê-lo com doloridas mordidas. 

7- Fatias de peixe ou de tuviras devem ser fixadas de maneira que a ponta do anzol fique livre. Assim, rendem uma melhor fisgada. 

8- Altere a velocidade de recolhimento. Em dias mais frios ou muito quentes, as traíras são mais lentas. Enquanto em dias nublados com uma temperatura agradável elas atacam mais rápido. Para dias em que a traíra somente acompanha a isca use uma minhoca no sistema weightless (sem peso). 

9- Os anzóis e split rings (argolas) dos plugs devem ser reforçados. Caso contrário, ao pegar uma traíra das grandes, eles poderão abrir ou literalmente virar um oito. 

10 – ATENÇÃO! Se pretender pescar para comer, evite baías sem ligações com águas correntes ou aquelas com água parada e quente. A probabilidade de existirem vermes na carne é quase certa. Se a embarcação não tiver um viveiro, cubra seus pescados com alguns ramos do próprio aguapé, com raiz e tudo. A umidade das raízes irá conservar o peixe fresco e suas folhas o protegerão dos raios solares.

E aí? Quando você vai nos chamar para uma peixada?

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