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Melhor queijo do mundo é brasileiro

O campeão

O queijo Morro Azul foi eleito o grande vencedor do Concurso de Melhor Queijo e Produtos Lácteos no 3º Mundial do Queijo do Brasil. O queijo brasileiro foi o maior destaque entre os 1.900 produtos avaliados por um júri de 300 pessoas do ramo, desbancando concorrentes nacionais e internacionais. O Morro Azul já conquistou diversos reconhecimentos e, recentemente, esteve novamente em destaque em nível internacional.

O resultado foi divulgado em evento em São Paulo, ocasião em que foram distribuídas também 598 medalhas para outros queijos e produtos lácteos. Ao todo foram 99 medalhas Super Ouro; 149 Ouro; 150 Prata e 200 Bronze.

Produzido na cidade de Pomerode, em Santa Catarina, o Morro Azul é feito pela Vermont Queijos Especiais, liderada por dois irmãos queijeiros, Bruno Mendes e Juliano Mendes. O queijo é de leite de vaca e tem casca mofada, caracterizado como suave e por ter massa bastante cremosa. Ele possui notas amanteigadas e lácteas, em que é enrolado em uma cinta de madeira.

O salão do evento com os queijos concorrentes
Os irmãos queijeiros Bruno e Juliano Mendes grandes
vencedores do 3º Mundial do Queijo do Brasil

O queijo Morro Azul tem uma história muito especial para os irmãos. Foi o primeiro queijo autoral, com receita criada em Pomerode. No ano passado, o Morro Azul havia sido premiado como o Melhor Queijo da América Latina no 35º World Cheese Awards, que ocorreu na Noruega. Na ocasião, o queijo brasileiro levou a medalha Super Ouro pelo segundo ano consecutivo.

O Morro Azul foi criado em Pomerode (SC) e seu nome homenageia um dos símbolos da cidade. Após passar por um processo de produção voltado para a retenção de umidade, sempre com o objetivo de conferir alta cremosidade ao queijo, ele é salgado e posteriormente envolto em uma cinta de madeira, que garante estrutura e ajuda na composição do aroma e sabor. É um queijo muito suave e muito cremoso. Notas amanteigadas e lácteas são predominantes. Este queijo é livre de lactose, sem adição da enzima lactase. A lactose é eliminada naturalmente na produção de queijos maturados.

O cremoso Morro Azul
Queijo Morro Azul da Vermont Queijos Especiais

O queijo suíço Le Gruyére AOP Réserve 14 Meses ficou em segundo lugar no concurso. Ele havia empatado com o Morro Azul com uma média de 6,13 pontos, em uma escala de 3 a 7, mas ficou atrás do exemplar brasileiro no desempate. Fechando o pódio, outro suíço ficou em terceiro lugar: o Le Gruyére d’alpage AOP7, do produtor Stefan Konig.

Le Gruyére AOP Réserve 14 meses, o segundo colocado
Le Gruyére d’alpage AOP7, o terceiro colocado

Vale ressaltar que estes resultados foram obtidos a partir de uma segunda fase: após 99 queijos serem premiados com medalha Super Ouro, jurados de diferentes nacionalidades atribuíram notas de 3 a 7 para estes queijos, coroando o exemplar brasileiro em primeiro lugar. Confira os resultados de acordo com cada medalha CLICANDO AQUI.

O 3º Mundial do Queijo do Brasil também elegeu o Melhor Queijeiro do Brasil, o Melhor Queijista do Brasil e o Melhor Fondue do Brasil. Henrique Herbet, do Paraná, foi honrado como o Melhor Queijeiro do país, categoria que foca nos produtores de queijo. Mestre Queijeiro da Queijaria Flor da Terra, em Toledo (PR), ele apresentou um queijo batizado de “Entardecer do Oeste”.

Henrique Herbert foi eleito Melhor Queijeiro do Brasil
Os vencedores

Henrique explica que seu queijo é uma massa prensada semicozida, textura levemente elástica, mas com uma massa firme e fechada. Os sabores são ácidos, frescos, láticos, de creme de leite, de carne maturada, complexos, com um visual diferenciado. Já o paulista Anderson Magalhães foi eleito o Melhor Queijista do Brasil, categoria que honra os comerciantes de queijos. Anderson é consultor do Grupo Pão de Açúcar e agora tem vaga garantida no concurso da mesma categoria no próximo Mondial du Fromage de Tours, na França, em setembro de 2025.

Por fim, o Mundial do Queijo também condecorou o Melhor Fondue do Brasil. A ganhadora foi a chef carioca Malu Mello, que fez uma receita usando 50% queijo gruyère, uma regra do concurso, assim como queijo raclette, um queijo azul de 60 dias de maturação e cachaça Magnífica, do Rio de Janeiro. Com o prêmio, Malu representará o Brasil no Mundial da Fondue da Suíça em 2025. O Mundial do Queijo do Brasil tem a chancela do Mondial du Fromage de Tours, na França, uma das mais conhecidas e respeitadas competições do setor.

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