CAMPO -  A importância dos trabalhadores rurais brasileiros

Manchetes da semana - 13 a 19-05-2023

Aqui você encontra em notas as últimas e mais importantes notícias semanais do agronegócio nacional e internacional

Produção de café é estimada em 54,74 milhões de sacas na safra 2023

A produção brasileira de café na safra 2023 deverá registrar crescimento de 7,5% em relação ao ciclo passado. Neste ano, a colheita está estimada em 54,74 milhões de sacas beneficiadas contra 50,92 milhões de sacas em 2022. O bom resultado é esperado mesmo em um ano de bienalidade negativa, como mostra o 2º levantamento da cultura, divulgado nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se a estimativa para este ano for comparada com o volume colhido na safra 2021, último ano de bienalidade negativa, o aumento chega a ser de 14,7%.

Custos de produção de suínos e de frangos de corte caem mais de 6% em abril

O ICPSuíno foi de -6,40% no mês de abril em relação a março, fechando em 367,10 pontos. Já o ICPFrango encerrou o mesmo período com uma variação de -6%, registrando 385,21 pontos. No caso do ICPSuíno, a maior influência foi a redução no item nutrição, com -7,62% de variação e um peso de 76,50% na composição do custo total. No ano, o ICPSuíno acumulado é de -20,52% e, nos últimos 12 meses, de -14,34%. Com isto, o custo total de produção por quilo de suíno vivo produzido em sistema tipo ciclo completo em Santa Catarina em abril chegou a R$ 6,42, uma queda de R$ 0,44 por quilo vivo em relação a março. Já o ICPFrango apresentou queda na maioria dos itens de composição dos custos, incluindo o grupo custo de capital (-7,98%), nutrição (-7,58%) e pintos de um dia (-2,72%). O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva em março foi de R$ 4,98, o que representa R$ 0,32 a menos que em comparação a março. No ano, o ICPFrango acumula -10,10% e, nos últimos 12 meses, uma variação de -10,81%.

Incêndio florestal na Amazônia

Amazônia tem alta de 65% na área queimada de janeiro a abril

O bioma teve 1,3 milhões de hectares atingidos pelo fogo, ou 91% de tudo o que queimou no Brasil no período. Pesquisadores avaliam que uma fase mais amena do evento climático La Niña, direcionada para o fim do fenômeno neste ano, seria, ao menos em parte, a explicação para os números elevados. A ocorrência de queimadas também pode ser influenciada por atividades humanas, práticas agrícolas, e políticas de prevenção e controle de incêndios. O fogo se concentrou em Roraima: o estado teve 72% de tudo o que queimou no país de janeiro a abril. Foram 1 milhão de hectares atingidos, 95% a mais que o registrado no mesmo período do ano passado. Mato Grosso e Pará vêm na sequência, com 113 mil hectares e 81 mil hectares queimados. Os três estados somaram 85% da área queimada no Brasil nos quatro meses.

Energia solar atinge 29 gigawatts e ultrapassa R$ 143,9 bilhões em investimentos no Brasil

O Brasil acaba de ultrapassar a marca de 29 gigawatts (GW) de potência instalada da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia em telhados, fachadas e pequenos terrenos, o equivalente a 13,1 % da matriz elétrica do País. Desde 2012 a fonte solar já trouxe ao Brasil cerca de R$ 143,9 bilhões em novos investimentos, mais de R$ 42,8 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 870 mil empregos acumulados. Com isso, também evitou a emissão de 36,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.

Conselho Europeu aprova lei que bane produtos que causam desmatamento

Uma nova regulação para barrar, na União Europeia (UE), o consumo e comércio de commodities e de outros produtos que tenham causado desmatamento foi aprovada pelo Conselho Europeu. A medida estabelece novas regras para a comercialização, na região, de óleo de palma, gado, madeira, café, cacau, borracha e soja, além de produtos derivados como chocolate, móveis e papel impresso. Pelo regulamento, os comerciantes terão de verificar se os itens foram produzidos em solo que não sofreu desmatamento ou degradação florestal, e sob princípios da proteção dos direitos humanos e dos povos indígenas. Apenas produtos que não provocaram desmatamento e que estão de acordo com a legislação do país de origem poderão ser importados ou exportados da UE, de acordo com o Conselho Europeu. A regra vale para o material produzido após 31 de dezembro de 2020. A ratificação do conselho foi a última etapa de aprovação e as novas normas entrarão em vigor 20 dias após sua publicação no diário oficial da UE.

Carnes

China retira suspensão de exportações de dois frigoríficos brasileiros

Dois frigoríficos brasileiros que estavam embargados para embarques de carne para a China retomaram as exportações para o país asiático. A Administração Geral de Aduanas da China (GACC) derrubou a suspensão de uma planta frigorífica da BRF para aves e suínos de Lucas do Rio verde (MT), que já vigorava desde a pandemia de Covid, e também uma unidade de abate de bovinos da Masterboi em São Geraldo do Araguaia (PA).

Diesel e gasolina não terão preços em paridade com dólar

A Diretoria Executiva da Petrobras aprovou sua estratégia comercial para definição de preços de diesel e gasolina. A nova política encerra a subordinação dos valores ao preço de paridade de importação. A partir de agora, as referências de mercado serão o custo alternativo do cliente como prioridade e o valor marginal para a Petrobras. As premissas são preços competitivos por polo de venda, participação “ótima” da Petrobras no mercado, otimização dos seus ativos de refino e rentabilidade de maneira sustentável. O modelo vai considerar a participação da Petrobras e o preço competitivo em cada mercado e região, a otimização dos ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável. Os reajustes continuarão sendo feitos sem uma periodicidade definida e evitará repasses da volatilidade dos preços internacionais e do câmbio aos consumidores brasileiros.

Brasil contabiliza a abertura de 20 mercados para produtos do agro em 2023

Os produtos agropecuários brasileiros podem contar com mais dois destinos para exportação. Egito e Índia autorizaram a importação de gelatina e colágeno e refresco de açaí, respectivamente. Para o Egito,poderão ser comercializadas a gelatina e o colágeno de qualquer estabelecimento sob SIF que cumpra os requisitos sanitários e que esteja acreditado pela empresa ISEG Halal. Trata-se de um mercado com potencial, tendo em vista que o país importou cerca de US$ 6,5 milhões por ano dos produtos em 2021 e em 2022. O açaí brasileiro também ganha destaque na Ásia com a abertura do mercado indiano para a importação do refresco da fruta, que deverá ser comercializado embalado em caixa e não refrigerado.

Banco do Brasil

Banco do Brasil está verificando contrato com a Agrishow

O banco tem parceria com a Agrishow e com diversas outras feiras, há quase 30 anos, e neste ano não foi diferente, sempre com presença comercial, vendendo e se relacionando com clientes. Os contratos com qualquer fornecedor preveem contrapartidas comerciais, de atuação e estão em etapa de verificar se elas foram cumpridas. O banco tem autonomia para tratar desse tema e a presença nas demais feiras agro ao longo deste ano está confirmada.

Mapa apresenta projetos de sustentabilidade ao Banco Mundial

Reunião discutiu propostas de financiamentos para o agronegócio intensificar a produção de alimentos com práticas de sequestro de carbono e de combate ao desmatamento. O programa de conversão de pastagens de baixa produtividade, o novo Plano Safra e o projeto GEF Brasil: Vertentes foram alguns dos principais temas apresentados. Com o objetivo de converter até 2 milhões de hectares de pastagem de baixa produtividade por ano, o Mapa apresentou a iniciativa que pode até dobrar a área de plantio no Brasil sem desmatamento, integrando lavoura e pasto, com aplicação de orgânicos no solo e sequestro de carbono.

Governo traça política de incentivo à produção de máquinas para agricultura familiar

Um pacto para a retomada da política de incentivo à produção e ao acesso a máquinas específicas para as agricultoras e agricultores familiares começou a ser desenhado. O evento reuniu, além do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), empresas públicas, movimentos sociais, universidades, instituições financeiras e representantes da indústria nacional de máquinas e implementos agrícolas. Também participaram do debate representantes da Abimaq, BNDES, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Finep, universidades, entre outros. O encontro marca o início da reformulação do Programa Mais Alimentos, que tem como objetivo a aumentar a produção de alimentos no Brasil, estimular a indústria nacional, diminuir a penosidade do trabalho no campo e facilitar o acesso às máquinas e implementos para a agricultura familiar, especialmente para as mulheres e jovens rurais. Estima-se que existem no mundo cerca de 180 modalidades de tecnologias voltadas à agricultura familiar que o Brasil não tem acesso. Mais máquinas para a produção de alimentos resultarão em melhorias na qualidade de vida das agricultoras e agricultores familiares, aumento da produtividade rural e aquecimento da indústria, gerando emprego e renda no campo e na cidade.

Lagostas pescadas

Governo sinaliza adoção de medidas futuras para pesca sustentável de lagosta

A Portaria Interministerial nº 3 de 28 de abril, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), estabelece medidas para a safra da lagosta em 2023, que atendem demandas do setor produtivo, mas que pouco contribuem para recuperar os estoques severamente sobrepescados. A notícia boa, por outro lado, é a sinalização de que um novo Plano de Gestão será elaborado. O governo se compromete a centrar esforços para o aprimoramento e monitoramento da atividade pesqueira de forma gradual e estabelece que, até 31 de dezembro de 2023, teremos um novo plano de gestão da lagosta. Os Ministérios sinalizam ainda que essa construção será feita de forma compartilhada, participativa, com especial atenção ao estabelecimento de limites de captura anual (cotas) para as lagostas vermelha e verde, já para a safra de 2024.

Conab estima safra de grãos 2022/23 em 313,9 milhões de toneladas

As boas produtividades verificadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) têm permitido uma expectativa de produção de 313,9 milhões de toneladas na safra 2022/23. É o que revela o 8º Levantamento da atual temporada publicado pela estatal. Se confirmado, o volume representa um crescimento de 15,2% em relação à 2021/22, o que representa cerca 41,4 milhões de toneladas a mais, estabelecendo um novo recorde na série histórica.

Exportações do agronegócio nos quatro primeiros meses do ano alcançaram recorde de US$ 50,6 bilhões

O número representa um crescimento de 4,3% na comparação com o mesmo período em 2022, quando as vendas foram de US$ 48,53 bilhões. A expansão se deu em função do aumento da quantidade exportada (+2,3%), bem como do índice de preço dos produtos (+1,9%). O aumento na quantidade exportada de milho (+6,05 milhões de toneladas) e soja em grãos (+1,05 milhão de toneladas) foi o que mais contribuiu para a expansão no índice de quantum. O agronegócio representou quase metade das vendas externas totais do Brasil em 2023, com participação de 49%. No ano anterior o share do agronegócio na pauta exportadora brasileira foi de 47,7%. A exportações totais registraram crescimento de 1,6%, como resultado do crescimento do agronegócio, uma vez que os demais setores tiveram queda de 0,8% no período. As exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo), carne de frango e suína, milho, celulose e etanol foram recordes no quadrimestre.

Café do Brasil

Cafés do Brasil geram US$ 8,5 bilhões de receita cambial com exportação de 36,6 milhões de sacas em um ano

No período de maio de 2022 a abril do corrente ano, totalizaram um volume físico equivalente a 36,64 milhões de sacas de 60kg, as quais geraram receita cambial de US$ 8,44 bilhões, cujo preço médio unitário da saca foi de U$ 230,35. Nesse período, o maior preço médio registrado, de US$ 243, ocorreu no mês de outubro de 2022, e o menor, de US$ 211,24, no mês de fevereiro do corrente ano. Registra-se ainda que, no período ora em destaque das exportações dos Cafés do Brasil, do volume total citado de 36,64 milhões de sacas, 32,85 milhões de sacas foram de café verde, que representaram 89,7% desse total, sendo 31,47 milhões de sacas de Coffea arabica, aproximadamente 86%, e 1,37 milhão de sacas de Coffea canephora (robusta e conilon), que representaram 3,7% do total geral. Em complemento, também foram exportadas na forma de café solúvel o equivalente a 3,74 milhões de sacas (10,2%), além de 45,2 mil sacas de café torrado e moído, quantitativo que representa em torno de 0,1%. No acumulado de 10 meses, caso sejam consideradas as exportações a partir do início do ano-safra brasileiro em curso, o qual teve início em julho de 2022, constata-se que as exportações dos Cafés do Brasil atingiram 30,49 milhões de sacas e arrecadaram US$ 6,99 bilhões de receita. Tal desempenho denota um declínio de 9,1% em volume, mas, em contrapartida, uma evolução na receita cambial de 4,6%, na comparação com o mesmo período anterior da safra 2021-2022.

Bradesco projeta financiar R$ 1 bilhão em linha de crédito rural em dólar

Os empréstimos serão disponibilizados por meio da nova linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em dólar, e começaram a operacionalizar na última terça-feira (16/5). Ao todo, a linha em dólar deve ter R$ 4 bilhões, com juros de 7,59% ao ano. Inicialmente, o BNDES havia programado disponibilizar R$ 2 bilhões, mas com as sondagens feitas durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP) no início do mês, foi anunciado que o valor será dobrado para atender a demanda. A principal finalidade da linha dolarizada é o financiamento de máquinas agrícolas nacionais para produtores rurais e cooperativas que possuem receitas em dólar ou atreladas à moeda americana. O BNDES repassa o recurso às instituições financeiras credenciadas, como o Bradesco, que operam o dinheiro na ponta aos tomadores.

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