Azeitech 2026 será em abril

Integrantes da cadeia produtiva da olivicultura já podem programar a participação no Azeitech 2026, iniciativa da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) que chega à sua 6ª edição e será realizada em 10 de abril, no Campo Experimental de Maria da Fé (MG), com acesso gratuito. O Campo Experimental possui área de 113 hectares, dos quais 78 são de preservação permanente. Os 35 hectares restantes são compostos por pomares e áreas experimentais, além de infraestrutura para pesquisas e administração da unidade. Atualmente, é reconhecido como Campo Experimental pioneiro em pesquisas com a olivicultura e extração de azeite virgem extra brasileiro. O encontro consolida-se como plataforma técnica de difusão de conhecimento, validação de tecnologias e aproximação entre pesquisa, indústria e produtores, fortalecendo a profissionalização do setor olivícola brasileiro.

Mantendo a estrutura das edições anteriores, o evento integrará o 21º Dia de Campo de Olivicultura e a 11ª Mostra Tecnológica de Olivicultura, reunindo palestras temáticas, estações práticas de manejo e exposição de soluções para o campo e a agroindústria. A programação contemplará manejo agronômico, mecanização, processamento industrial, qualidade do azeite e gestão da produção, além de estandes com insumos, equipamentos e tecnologias aplicadas à extração e beneficiamento. O objetivo é promover atualização técnica e apoiar a tomada de decisão em propriedades comerciais e unidades de processamento.

O Campo Experimental de Maria da Fé é pioneiro em pesquisas com a olivicultura e extração de azeite virgem extra brasileiro
O Campo Experimental de Maria da Fé é
pioneiro em pesquisas com a olivicultura
e extração de azeite virgem extra brasileiro

Nesta edição, a data foi reposicionada estrategicamente para ampliar a adesão dos produtores. Tradicionalmente realizado entre fevereiro e março, o evento ocorrerá mais próximo do término da colheita, adequando-se ao calendário produtivo regional. A alteração atende demanda recorrente do setor e busca evitar conflito com operações críticas da safra, permitindo maior participação técnica qualificada diante das expectativas positivas para o ciclo atual.

A oliveira e sua relevância produtiva e ambiental

A oliveira destaca-se como cultura de elevado valor agregado ao integrar alimentação saudável, sustentabilidade e inovação agroindustrial. Evidências científicas associam o consumo de azeite de oliva virgem e extra virgem à redução do risco de doenças crônicas, reforçando seu papel estratégico em mercados premium e funcionais.

Sob a ótica ambiental, a olivicultura contribui para a conservação da biodiversidade e para o sequestro de carbono na biomassa e no solo, quando conduzida sob manejo adequado. Há ainda estudos que indicam potencial de melhoria da qualidade do ar em áreas urbanas por retenção de poluentes atmosféricos, ampliando o interesse da cultura em sistemas agrícolas sustentáveis e projetos de paisagismo produtivo.

A olivicultura contribui para a conservação da biodiversidade e para o sequestro de carbono na biomassa e no solo - Foto: Maria Eduarda Rocha
A olivicultura contribui para a conservação da
biodiversidade e para o sequestro de carbono na
biomassa e no solo – Foto: Maria Eduarda Rocha

No campo da bioeconomia, resíduos industriais ganham protagonismo. O bagaço de oliva, rico em celulose, vem sendo pesquisado para embalagens biodegradáveis, enquanto os caroços de azeitona são amplamente utilizados como biomassa energética para geração térmica e elétrica em agroindústrias. Dessa forma, a cultura ultrapassa a produção alimentar e passa a integrar modelos circulares de produção e sustentabilidade.

Mais informações sobre a programação serão divulgadas em breve nos canais oficiais da EPAMIG ou CLICANDO AQUI. As empresas interessadas em expor seus produtos e serviços na Mostra Tecnológica de Olivicultura podem entrar em contato com os organizadores do evento por meio do e-mail: cemf.evento@epamig.br.

Banner do Azeitech 2026

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