Aqui você encontra em notas as últimas e mais importantes notícias semanais do agronegócio nacional e internacional
Trump ameaçou tarifar países que se opõem à anexação da Groenlândia
Esta semana Trump declarou que poderia impor tarifas a países que não concordassem com a anexação da Groenlândia, pois, segundo ele, os EUA precisam da Groenlândia para a segurança nacional. A pressão de Trump para controlar a Groenlândia provocou indignação entre as nações europeias, que temem que a medida possa romper laços transatlânticos de longa data. Algumas já começaram a enviar tropas para a ilha semiautônoma do Ártico, atualmente território da Dinamarca. Representantes da Groenlândia e da Dinamarca visitaram a Casa Branca para reuniões inconclusivas sobre os planos de Trump. Embaixadores da União Europeia chegaram a um amplo acordo para intensificar os esforços para dissuadir Donald Trump de impor tarifas aos aliados europeus, ao mesmo tempo em que prepararam medidas de retaliação caso as tarifas fossem aplicadas. Os líderes europeus discutiram opções em uma cúpula de emergência em Bruxelas. Uma dessas opções é um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros de importações dos EUA, que poderia entrar em vigor automaticamente em fevereiro. Outra opção foi o “Instrumento Anti-Coerção (ACI)”, nunca utilizado até o momento, que poderia limitar o acesso a licitações públicas, investimentos ou atividades bancárias, ou restringir o comércio de serviços, no qual os EUA têm um superávit com o bloco, incluindo serviços digitais. A ameaça tarifária perturbou os mercados globais, com a queda do euro e da libra esterlina em relação ao dólar e a expectativa de um retorno à volatilidade. No meio da semana, Trump afirmou que desistiu de impor novas tarifas para vários países europeus. O norte-americano garantiu que “concebeu o marco de um futuro acordo sobre a Groenlândia” em uma reunião em Davos com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Com base neste entendimento, não iria impor as tarifas que deveriam entrar em vigor em 1º de fevereiro, sem dar nenhum detalhe sobre esse “marco”. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse disposto a negociar uma parceria mais estreita com os Estados Unidos, mas afirmou descartar ceder qualquer tipo de soberania da ilha ao governo de Donald Trump. As negociações entre a Dinamarca, a Groenlândia e os Estados Unidos continuarão para garantir que Rússia e China nunca consigam se estabelecer econômica ou militarmente na ilha do Ártico.
Governo prevê retirar do mercado agrotóxicos ultraperigosos
O registro de agrotóxicos bateu novo recorde no Brasil em 2025, quando o Ministério da Agricultura autorizou a produção, comercialização e uso de 912 defensivos agrícolas químicos e biológicos. Ao mesmo tempo, o governo federal tenta dar impulso às ações do Programa Nacional para Redução de Uso de Agrotóxicos (Pronara). Existe um acordo para proibir e retirar do mercado produtos “ultraperigosos” que tenham similares biológicos ou de base química menos agressivos ao ambiente e à saúde humana. A base do acordo para a criação do Pronara foi a de que todo agrotóxico que tiver um biológico similar com o mesmo efeito, proíbe-se. Todo agrotóxico que tiver um defensivo químico menos nocivo, proíbe-se. A indústria de defensivos é contra a ideia, diz que a proibição por similaridade não garante efetividade da medida pretendida e defende decisão técnica para o tema. O Ministério da Agricultura não comentou o acordo. Já existe também uma lista com defensivos que possivelmente serão descontinuados. Essa lista passará pela avaliação do comitê gestor interministerial do programa, coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, e pela validação do presidente Lula, com todo o contraditório para ser uma decisão com muita fundamentação.

de todas as transações comerciais do Brasil com o exterior,
considerando o valor em US$ FOB, em 2025
Porto de Santos registrou maior movimentação de sua história em 2025
O Porto de Santos, em São Paulo, registrou em 2025 a maior movimentação de cargas de sua história: 186,4 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6% sobre o recorde anterior, estabelecido em 2024, de 179,8 milhões de toneladas. As operações de embarque para exportação totalizaram 137,4 milhões de toneladas no ano, um crescimento de 4,6%. Já os desembarques (importação) mantiveram-se estáveis, com um aumento de 1%, somando 49 milhões de toneladas. A participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira também cresceu. O complexo foi responsável, em 2025, por 29,6% de todas as transações comerciais do Brasil com o exterior, considerando o valor em US$ FOB. Em 2024, a participação foi de 29%. O país com o qual o porto mais fez transações de cargas em 2025 foi a China, registrando 29,6% de todo fluxo comercial. O número de navios atracados em 2025 chegou a 5.708, 2,7% superior ao registrado em 2024. Os números do Porto de Santos mostram que o Brasil voltou a investir com planejamento, segurança jurídica e visão de longo prazo.
Alimentos precisarão mudar de nome com acordo Mercosul–UE
O acordo entre Mercosul e União Europeia fará com que alguns alimentos bem conhecidos dos brasileiros tenham que mudar de nome. A medida tem o objetivo de proteger produtos agrícolas com Indicação Geográfica (IG) na UE limitando o uso de nomenclaturas expostas em embalagens que circulam por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O mesmo vai acontecer no sentido inverso, com produtos típicos de países que compõem o Mercosul, passando a ter reconhecimento no mercado europeu. Na prática, a mudança significa que queijos, embutidos, azeites, chocolates e bebidas de origem europeia só poderão ser comercializados com essas denominações se forem produzidos nas regiões de origem. Durante as negociações, o Mercosul concedeu proteção a 356 Indicações Geográficas da União Europeia, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A lista inclui queijos como parmesão, feta, gorgonzola, roquefort, fontina, grana e gruyère, bebidas como Genebra e Steinhaeger, além de vinhos, azeites e embutidos, como os conhecidos – e muito consumidos no Brasil – presunto parma e mortadela de Bolonha, ambos da Itália. Uma das novidades envolve os queijos italianos parmesão e gorgonzola. Isso porque, fabricantes brasileiros registrados até 2017 poderão manter as nomenclaturas das iguarias por meio do mecanismo conhecido como grandfather clause. Já as empresas criadas após a data deverão adotar nomes genéricos, como “queijo azul”, no caso do gorgonzola. O gruyère, da Suíça, e o grana, da Itália, também foram incluídos como grandfather clause, mas a data de corte é 2012.
China reabre mercado para carne de frango do Rio Grande do Sul
A China decidiu revogar a suspensão das importações de carne de frango produzida no Rio Grande do Sul, encerrando um período de quase dois anos de restrições ao produto do estado. A expectativa do setor é que os embarques ao mercado chinês sejam retomados nos próximos dias, trazendo alívio à cadeia produtiva. Segundo a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), a decisão é resultado de um esforço conjunto entre produtores, indústrias e autoridades brasileiras para atender às exigências sanitárias impostas pelo país asiático. Para a entidade, a reabertura representa um passo fundamental para a recuperação do setor. Durante o período de suspensão, as empresas precisaram redirecionar parte da produção para outros mercados e para o consumo interno, o que gerou desequilíbrios e perdas comerciais. A busca por destinos alternativos ajudou a reduzir impactos maiores, mas não compensou totalmente a ausência do mercado chinês, considerado estratégico para a avicultura gaúcha. Com a liberação e a atualização dos procedimentos sanitários e certificações, a expectativa é de normalização gradual das exportações. A manutenção de padrões rigorosos de biosseguridade segue sendo prioridade, ao mesmo tempo em que o setor acompanha negociações comerciais que podem ampliar oportunidades no futuro. A Associação Brasileira de Proteína Animal aguarda agora um posicionamento oficial do Ministério da Agricultura sobre a reabertura do mercado.

Foto: Raul Bravo/AFP
Incêndios florestais no Chile deixam pessoas mortas e desalojadas
Os incêndios florestais que avançaram de forma descontrolada no sul do Chile deixaram pelo menos 21 mortos e mais de 50 mil pessoas fora de suas residências, segundo o balanço oficial. O presidente Gabriel Boric decretou estado de catástrofe nas duas regiões mais atingidas. O epicentro da tragédia encontra-se em Ñuble, Araucanía e Biobío, que concentram pelo menos 12 dos 20 incêndios registrados, com várias casas completamente destruídas pelo fogo e cerca de 8,5 mil hectares destruídos. O estado de catástrofe levou as Forças Armadas a tomarem o controle nestes locais. Boric visitou a região e impôs toque de recolher noturno em localidades mais atingidas do Biobío. Cerca de 4 mil bombeiros atuam no combate às chamas, que estavam “completamente fora de controle”. A Promotoria do Chile anunciou na última quinta-feira, a captura do suposto autor do incêndio florestal que causou a maioria das 21 mortes no sul do país, onde bombeiros combatem as chamas desde o fim de semana passado. O detido é um chileno de 39 anos e a Promotoria ainda não especificou quais acusações serão feitas contra ele. O Chile terá ainda temperaturas acima dos 30°C e persistência de fortes ventos nas cidades mais atingidas reforçando ainda mais preocupação. Não é a primeira vez que o Chile é atingido por grandes incêndios. Em 2024, a região de Valparaíso sofreu a maior tragédia do tipo, com 138 mortes. Antes, em 2017, o fogo atingiu diferentes regiões do centro e sul do país.
Mercosul e União Europeia finalmente assinaram acordo comercial
Após 26 anos de negociação, representantes dos blocos de integração regional Mercosul e União Europeia (UE) assinaram o acordo de livre comércio com potencial de integrar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul). Aprovado por ampla maioria dos 27 países que integram a UE, o tratado foi assinado em Assunção, no Paraguai, país que, desde dezembro de 2025, preside temporariamente o Mercosul. A cerimônia de assinatura aconteceu no Teatro José Asunción Flores, do Banco Central paraguaio, mesmo local onde, em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção, considerado o primeiro passo para a criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), hoje composto por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. O Brasil foi representado na cerimônia de assinatura pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A assinatura do acordo comercial formaliza o fim da fase de tratativas técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999, quando as partes começaram a negociar seus termos. O acordo não só trará benefícios para o agro de commodities, mas deve trazer ganhos expressivos para a agricultura familiar brasileira, especialmente para produtores de café e frutas, também abrindo oportunidades para o setor de lácteos, com destaque para os queijos artesanais de Minas Gerais. A Europa é um mercado rico, com consumidores capazes de absorver produtos de maior valor agregado da agricultura familiar brasileira. Os exportadores brasileiros ainda precisarão esperar a aprovação do acordo nos parlamentos para usufruir da redução das tarifas e a regulamentação do rateio das cotas para os produtos ditos “sensíveis”. Por ora, o setor deverá se preparar para acessar o mercado europeu e verificar requisitos técnicos, sanitários e ambientais do bloco. Alguns dias depois da euforia inicial, o Parlamento Europeu travou o acordo, aprovando, em Estrasburgo, o envio deste para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, baseando-se na possibilidade de riscos, diferenças regulatórias, enfraquecimento dos controles sanitários e veterinários e a contestação de políticas agrícolas e ambientais. Mas o motivo que mais pesou foi sem dúvidaa pressão contrária dos agricultures europeus. A decisão interrompe o cronograma de ratificação e deve prolongar a tramitação do tratado por pelo menos dois anos, conforme precedentes recentes da corte. O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, manifestou apreensão em relação ao acordo depois do tarifaço norte-americano e com a judicialização do acordo por parte da Comissão Europeia. Viana afirmou que o acordo é bom para dois lados, mas tem muita resistência na Europa. Para ele, as salvaguardas estabelecidas protegem distorções de mercado. Ele informou que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e que este afirmou que aprovar o acordo no Legislativo brasileiro será agenda prioritária para 2026. Apex e Congresso articulam uma missão oficial à Europa até março para ampliar a pressão política pela ratificação do acordo. Assim, a estratégia envolve acelerar a ratificação interna no Brasil e nos demais países do Mercosul para, em seguida, concentrar esforços diretamente com os europeus.
Mercado de biodefensivos segue em trajetória de expansão
O mercado de biodefensivos agrícolas continua em viés de alta no país, impulsionado pela adoção crescente de soluções biológicas no manejo de pragas. Na safra 2024-25, o segmento registrou crescimento de 18%, alcançando R$ 4,35 bilhões. O avanço reflete a consolidação desses produtos em grandes culturas e o interesse por tecnologias com maior eficiência agronômica. Os bioinsumos já correspondem a quase 5% do mercado brasileiro de proteção de cultivos, que gira em torno de R$ 100 bilhões ao ano. O segmento multiplicou por quase quatro seu tamanho desde 2020, quando movimentava cerca de R$ 1 bilhão. A resistência crescente de pragas e doenças aos químicos, a variação de preços dos insumos convencionais e um processo regulatório mais simples explicam a expansão dos biológicos. Exigências internacionais associadas à segurança de alimentos também influenciam esse movimento. O Brasil ocupa posição estratégica no avanço global dos bioinsumos. A combinação de área agrícola extensa, diversidade climática e rápida adoção de tecnologias coloca o país entre os mercados mais dinâmicos do mundo em biológicos. Apesar de ainda menor em valor absoluto que Estados Unidos e União Europeia, por exemplo, o Brasil cresce em ritmo superior à média internacional, amplia portfólio, atrai investimentos e consolida uso em culturas de grande escala.

88 pontos. A saca do café vencedor foi arrematada por R$ 24 mil
Saca de café arábica alcança recorde no Caparaó
O leilão de cafés especiais da 8ª edição do Conexão Caparaó movimentou o setor e bateu um novo recorde em 2026. Realizado em Pedra Menina, distrito de Dores do Rio Preto (ES), o evento apurou R$ 136,9 mil, superando todas as edições anteriores. Promovido pela Associação de Produtores Rurais de Pedra Menina (Aprupem), o resultado reflete o crescimento contínuo da qualidade, da organização e da valorização dos cafés produzidos no Caparaó. O campeão do concurso foi o produtor Ednaldo Batista Alves, com 88 pontos. A saca do café vencedor foi arrematada por R$ 24 mil pelos compradores Colheita, William & Sons e Grupo Mais Café. No entanto, quem atingiu o maior valor no leilão foi o vice-campeão Flávio José Protásio de Abreu (Kaká), que conquistou 87,96 pontos e teve sua saca vendida por R$ 26 mil, valor superior ao do campeão. O café foi adquirido por Academia do Café, Casa Hario e Café do Sonho. O terceiro colocado foi Antônio César Júnior, que alcançou 87,92 pontos e foi arrematado pelos compradores Roast, Colheita, Café do Sonho e William & Sons. O café vencedor era da variedade Catuaí 44, cultivado entre 1.080 e 1.200 metros de altitude, onde o clima ameno favorece a doçura, acidez e complexidade dos cafés arábicas de montanha. Segundo o produtor, a maturação tardia, a fermentação e a secagem natural no terreiro foram determinantes para o resultado. Flávio José Protásio de Abreu (Kaká) que teve o lote mais valorizado, apesar do segundo lugar na classificação, atua com cafés especiais desde 2010, com propriedade em Espera Feliz (MG), na divisa com o Espírito Santo. Kaká já acumula títulos no Conexão Caparaó, incluindo campeão em 2019, terceiro lugar em 2022 e top 10 em 2024. Ele destaca que clientes participaram do leilão e ajudaram a elevar o preço. O microlote apresentado foi colhido no final da safra de 2025, composto por grãos bem maduros da variedade Catuaí Vermelho 44, cultivados a 1.350 metros de altitude, com secagem em terreiro coberto e seleção manual. Kaká reforça que a produção é familiar e conta com a participação da esposa Mauria e do filho Murilo, de 16 anos, que ajudou na colheita e preparo do lote.
Produtores rurais renegociam dívidas pelo programa Desenrola Rural
O programa Desenrola Rural, criado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para facilitar a regularização fiscal de pequenos produtores rurais, alcançou resultados expressivos em 2025. Desde o lançamento do Edital PGDAU nº 3, de 17 de fevereiro de 2025, já foram firmados mais de 440 mil acordos, totalizando R$ 20,3 bilhões em dívidas renegociadas. O sucesso do programa está relacionado às condições vantajosas oferecidas aos agricultores. O edital prevê descontos de até 70%, parcelamento em até 145 meses e entrada dividida em 12 prestações. Entre fevereiro e dezembro de 2025, o programa regularizou 881 mil débitos, garantindo R$ 6 bilhões em descontos e ampliando o número de produtores com situação fiscal regularizada. Um dos principais diferenciais do Desenrola Rural é a agilidade na recuperação do crédito. Após o pagamento da primeira parcela, o produtor rural já recebe a Certidão Positiva de Débito com Efeito de Negativa (CPDEN) e é automaticamente retirado do Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados (Cadin), o que permite que o agricultor volte a ter acesso a linhas de financiamento do Plano Safra e de outros programas federais em poucos dias, representando uma oportunidade importante de retomada financeira no campo.
Brasil abre novos mercados
O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que viabilizam a exportação de novos produtos agropecuários para o Vietnã e para a Arábia Saudita, além de habilitações pelo governo do Peru. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os acordos ampliam o acesso do Brasil a mercados estratégicos e fortalecem a presença do agronegócio nacional no comércio internacional. No Vietnã, as autoridades sanitárias confirmaram o aceite para a exportação de gordura bovina do Brasil. De acordo com o Mapa, a medida amplia e diversifica oportunidades para a cadeia pecuária brasileira. Já na Arábia Saudita, houve a abertura de mercado para a heparina bovina, anticoagulante utilizado em procedimentos e terapias clínicas. O Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa) do Peru habilitou 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético animal. Ao todo, são 31 plantas especializadas em genética de aves e cinco unidades de genética bovina. A autoridade peruana também renovou as licenças de exportação dos estabelecimentos do segmento que já operavam com o mercado peruano, estendendo o prazo até dezembro de 2028. Segundo a Apex Brasil, o agronegócio brasileiro segue diante de desafios em um cenário global cada vez mais complexo. Ainda assim, o setor mantém trajetória de crescimento, sustentada por abertura de mercados, diplomacia ativa e capacidade produtiva. Para a Apex, o mundo está mais complexo, mas o Brasil tem mostrado uma postura muito consistente, de parceiro confiável, com escala, qualidade e estabilidade. O país amplia mercados e consolida imagem de parceiro estratégico no mundo. Com os novos anúncios, o Mapa informou que o agronegócio brasileiro soma 527 novas oportunidades de mercado desde o início de 2023.